Lucro da São Martinho caiu 25% no 3º trimestre do exercício, mas Ebitda cresceu 50%

Resultado líquido refletiu término do recebimento das parcelas do Precatório Copersucar
Fernando Lopes

A São Martinho, uma das maiores empresas do segmento sucroalcooleiro do país, encerrou o terceiro trimestre de seu atual exercício, em dezembro, com lucro líquido de R$ 157,9 milhões, em queda de 25% em relação a igual intervalo do ciclo anterior. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 50,4%, para R$ 1,058 bilhão, e a receita líquida da companhia aumentou 14,6%, para R$ 1,845 bilhão.

Em comunicado, a São Martinho explica que a redução do lucro refletiu, em boa medida, o término do recebimento das parcelas do Precatório Copersucar, fruto de vitória judicial da cooperativa Copersucar (e suas associadas) contra prejuízos registrados nas décadas de 1980 e 1990 pelas políticas de preços estabelecidas pelo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).

Já o forte incremento do Ebitda ajustado entre outubro e dezembro – que levou a margem Ebitda ajustado a 57,4% – foi impulsionado, principalmente, pela melhora do mercado de etanol, que também foi positiva para a receita, e pelo reconhecimento de créditos tributários. Entre os resultados divulgados, a São Martinho também destacou que encerrou o terceiro trimestre com lucro caixa de R$ 186,4 milhões e alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) de 1,34x.

Do início desta safra 2024/25, em abril do ano passado, até dezembro, a companhia processou 21,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 5,5% menos que no mesmo período do ciclo 2023/24. Segundo a São Martinho, essa queda aconteceu em razão da menor disponibilidade de cana própria, por causa das queimadas, e das chuvas entre outubro e dezembro.

No acumulado da safra, as operações de cana da empresa produziram 1,3 milhão de toneladas de açúcar, com queda de 9,5% ante igual período da temporada 2023/24, e 1 milhão de metros cúbicos de etanol (+6,4%). As operações de processamento de milho geraram 167,6 mil metros cúbicos de etanol, com crescimento de 27%, e 107,6 mil toneladas de DDG, um valorizado subproduto usado na alimentação animal. 

 

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