Exportação de suíno tem o melhor mês de fevereiro da história

Volumes registraram um crescimento de 17%, enquanto receita avançou 32% em comparação ao mesmo período do ano passado
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

As indústrias de carne suína não têm do que reclamar neste início de ano. As exportações do mês passado foram as maiores de toda a série histórica para um mês de fevereiro, conforme levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume exportado em fevereiro totalizou 114,4 mil toneladas. O desempenho representa um crescimento de 17% em comparação aos embarques do mesmo período do ano passado, quando 97,8 mil toneladas deixaram os portos brasileiros.

Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo. As vendas externas de carne suína em fevereiro renderam às empresas US$ 272,9 milhões de toneladas. O número é 32,6% maior do que os US$ 205,7 milhões registrados em fevereiro de 2024.

“Neste mês vimos também o México ganhar grande relevância, com mais de 2 mil toneladas, como resultado direto da renovação do programa de segurança alimentar mexicano.  Com isto, além dos bons indicadores de demanda das Filipinas, Japão e outras nações da Ásia, África e Américas projetam resultados positivos para este ano”, disse Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Assim como ocorreu em janeiro, as Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira. No mês passado, foram exportadas 23 mil toneladas, um crescimento de 72% em relação a fevereiro de 2024.

A China segue reduzindo suas compras da carne suína brasileira. Principal cliente do agronegócio brasileiro, o país cortou em 26,2% suas importações de suínos no mês passado, para 19,4 mil toneladas. Ainda assim, foi o segundo maior destino do produto brasileiro.

Considerando o primeiro bimestre, o volume embarcado até agora registra um crescimento de 11,6%. Foram exportadas nos dois primeiros meses do ano 220,4 mil toneladas, ante as 197,5 mil toneladas do primeiro bimestre de 2024. No mesmo período comparativo, a receita cresceu 26,2%, com US$ 510,9 milhões neste ano, e US$ 404,8 milhões no ano anterior.

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