Frete para escoamento de soja subiu até 40% em Mato Grosso em fevereiro

Segundo a Conab, mercado permaneceu aquecido em março, mas valores, em geral, recuaram
Fernando Lopes

A aceleração da colheita de soja em Mato Grosso encareceu os fretes para o transporte do grão em todas as principais rotas estaduais de escoamento do grão em fevereiro. De acordo com levantamento divulgado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as altas em relação a janeiro variaram entre 3% e 22%, enquanto na comparação com fevereiro de 2024 alcançaram até 40%.

Em boletim, a Conab informou que uma conjunção de fatores colaborou para os aumentos observados. Em primeiro lugar, o fato de Mato Grosso estar colhendo um volume recorde de soja nesta safra 2024/25, de mais de 46 milhões de toneladas – cerca de 7 milhões a mais que no ciclo 2023/24. Mas a concentração da colheita em um espaço de tempo menor, após o atraso dos trabalhos, também ajudou a puxar os valores cobrados. 

“O fato de ter chovido muito em janeiro, postergando os trabalhos de campo, contribuiu para um represamento ainda maior da soja a ser colhida. Com a redução do volume de precipitações a um grau que permitisse maior cadência nos trabalhos, houve, de repente, enorme quantidade a ser transportada”, realçou a Conab.

Com isso, de Sorriso ao porto de Santos, em São Paulo (1.961 quilômetros), o frete atingiu, em média, R$ 490 por tonelada em fevereiro, 7% mais que no mesmo mês do ano passado. De Sorriso a Santarém, no Pará (1.375 quilômetros), a alta foi de 29%, para R$ 400 a tonelada. Entre as rotas monitoradas pela Conab, a maior valorização anual foi de Querência a Araguari, em Minas Gerais (1.054 quilômetros) – 40%, para R$ 350 a tonelada.

Embora a colheita tenha sido concluída na maior parte de Mato Grosso em fevereiro, em março o mercado de fretes permaneceu aquecido no Estado com o transporte de soja para clientes no mercado doméstico e para os portos, para exportação. Mas estima-se que os valores praticados tenham sido um pouco inferiores aos de fevereiro.

No Paraná, segundo maior Estado produtor de grãos do país, atrás apenas de Mato Grosso, o transporte de soja e milho também ficou mais caro em fevereiro.Conforme a Conab, além da volumosa colheita de soja, colaborou para o comportamento dos preços a redução da oferta de caminhões, diante do deslocamento de parte da frota para o atendimento da demanda de Mato Grosso do Sul. O maior salto foi de Cascavel ao porto de Paranaguá, no litoral paranaense (602 quilômetros), com o frete atingindo R$ 185 por tonelada, 37% mais que no mesmo mês de 2024.

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