Agro representou quase metade das exportações do Brasil no 1º trimestre

Em março, embarques do setor renderam US$ 15,6 bilhões, 12,5% mais que em igual período de 2024
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

As exportações do setor de agronegócios do país renderam US$ 15,6 bilhões em março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Foi o segundo melhor resultado já registrado para o mês – o recorde é de 2023 -, e em relação a março de 2024, houve aumento de 12,5%.

Segundo o ministério, o complexo soja (grão, farelo e óleo) liderou a receita dos embarques, com US$ 6,6 bilhões (alta de 6,6% ante março do ano passado). Em seguida vieram as carnes (bovina, de frango e suína), com US$ 2,4 bilhões (alta de 30,8%), produtos florestais, com US$ 1,6 bilhão (alta de 19,8%), café, com USS 1,5 bilhão (alta de 88,8%) e açúcar e etanol, com US$ 1 bilhão (queda de 32%).

Os embarques do complexo soja foram puxados pelo grão, graças à recuperação da colheita nesta safra 2024/25. O valor das vendas da matéria-prima cresceu 7%, para US$ 5,7 bilhões, e o volume aumentou 16,5%, para 14,7 milhões de toneladas. O preço médio das cargas, contudo, caiu 8,2%. A China respondeu por 76,1% da receita do grão exportado.

O café verde, liderado pela espécie arábica, gerou US$ 1,4 bilhão em exportações em março, quase o dobro que um ano antes. O volume embarcado registrou incremento de 5,2%, para 219,1 mil toneladas, mas o preço médio recorde das vendas ao exterior, que chegou a US$ 6.502 por tonelada, subiu expressivos 83,2%., o que garantiu o salto.

O ministério também destacou que as exportações de carne bovina in natura bateram recorde em receita e volume para meses de março. Os embarques da proteína somaram 215,4 mil toneladas, 29,6% mais que em março de 2024, e renderam US$ 1,1 bilhão, um aumento de 40,1%. A China foi responsável por 43,7% do valor das vendas.

Com os resultados do mês passado, as exportações do agro chegaram a US$ 37,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025, com incremento de 2,1% ante igual intervalo de 2024. Nas contas do ministério, o montante apurado representou 48,9% do valor total das exportações do Brasil de janeiro a março. É a maior participação da história do setor no total para o período.

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