Demanda de Ásia e América Latina garante avanço das exportações de carne suína

Compras chinesas recuaram em abril, mas Filipinas, Hong Kong, Chile, México e Argentina garantiram aumento dos embarques do Brasil
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

A demanda chinesa caiu, mas o forte aumento das vendas para Filipinas, Hong Kong, Chile, México, Argentina e Estados Unidos puxou o avanço das exportações de carne de frango do país em abril. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteínas Animais (ABPA), no total os embarques mensais somaram 129,2 mil toneladas e renderam US$ 301,5 milhões, com incrementos de 14,6% e 24,7%, respectivamente, em relação a abril de 2024.

“O resultado reforça a tendência de alta nas exportações em 2025, com avanço nos principais mercados e expansão em destinos estratégicos da Ásia e da América Latina. Além do aumento em volume, o setor registra uma valorização importante na receita, refletindo a qualidade do produto brasileiro e o reconhecimento internacional do nosso status sanitário”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.

As Filipinas foram o principal destino das exportações de carne suína do Brasil no mês passado. O país comprou 29,8 mil toneladas (78,4% mais que em abril de 2024), por US$ 66,2 milhões. Apesar de ter pisado no freio, a China ficou em segundo lugar, com 15,1 mil toneladas (-30%), ou US$ 34,4 milhões (-29,2%), mas Hong Kong compensou, com a aquisição de 12,2 mil toneladas (+34,1%), por US$ 29,9 milhões (+63,6%). Chile, México, Japão, Cingapura, Argentina e EUA completam a lista dos maiores compradores de abril. 

No primeiro quadrimestre de 2025, os embarques brasileiros somaram 466 mil toneladas, 15,9% mais que em igual intervalo do ano passado. A receita cambial equivalente subiu 29,9%, para US$ 1,09 bilhão.

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