Exportação de soja em grão lidera movimentação nos portos do Paraná

No total, volumes embarcados e importados em Paranaguá e Antonina bateram recorde no primeiro semestre
Fernando Lopes
Porto de Paranaguá (foto: Claudio Neves/Portos do Paraná)

Soja em grão e derivados (farelo e óleo) foram fundamentais para o crescimento do movimento de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina no primeiro semestre deste ano. Segundo informações divulgadas pela Portos do Paraná, a movimentação geral, incluindo exportações e importações, somou 34,3 milhões de toneladas, 1,4% mais que entre janeiro e junho de 2024 e um novo recorde histórico para o período.

As exportações, que atingiram 21,3 milhões de toneladas (+0,1%), foram lideradas pela soja em grão, com 7,9 milhões de toneladas (US$ 1,1 bilhão), volume complementado por embarques de 3,4 milhões de toneladas de farelo e 528 mil toneladas de óleo de soja. No caso do farelo, destinado a países como França, Holanda e Coreia do Sul, o volume representou 30% do total nacional, e no do óleo a fatia chegou a expressivos 64%.

As importações que chegaram pelos portos paranaenses no primeiro semestre, por sua vez, cresceram 3,7% e alcançaram 13 milhões de toneladas. As chegadas foram puxadas por fertilizantes, com 5,3 milhões de toneladas (27% do total nacional) provenientes de China, Rússia e Canadá e distribuídas para Estados como Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Já a movimentação de contêineres nos portos paranaenses aumentou quase 3% de janeiro a junho e atingiu 803 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Nesse caso, a liderança ficou com as exportações de carnes – frango, bovina e suína, nessa ordem -, que representaram 34% do total embarcado pelo país no intervalo. China, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Japão foram os principais importadores das proteínas.

A Portos do Paraná lembrou, ainda, que está investindo mais de R$ 600 milhões na obra ferroviária do Moegão, que interligará 11 terminais por meio de galerias aéreas. “A nova moega contará com três linhas férreas independentes, capazes de atender simultaneamente até 180 vagões carregados com grãos e farelos vegetais. Como não haverá mais necessidade de entrada nos terminais, como ocorre hoje, as manobras serão eliminadas, reduzindo significativamente as interrupções no tráfego urbano”, realçou a empresa.

“Outro investimento operacional será a construção do Píer em “T”, que ampliará a produtividade do porto de Paranaguá. Os quatro novos berços terão capacidade para movimentar até 8 mil toneladas por hora – hoje, a média é de três mil toneladas/hora. Para a construção da obra, três áreas arrendadas na região portuária de Paranaguá investirão R$ 1,2 bilhão e o governo do Paraná fará o repasse de R$ 1 bilhão. Com a capacidade de receber navios maiores, a nova estrutura do Corredor de Exportação Leste (Corex) movimentará 32 mil toneladas/hora”, concluiu a Portos do Paraná.

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