Lucro, Ebitda e receita da Minerva Foods bateram recorde no 2º trimestre

Resultado líquido da maior exportadora de carne bovina da América do Sul cresceu quase cinco vezes e alcançou R$ 458,3 milhões
Fernando Lopes
Edison Ticle, CFO e diretor de Relações com Investidores da Minerva Foods (foto: Divulgação)

A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 458,3 milhões, com aumento de 380,2% ante igual intervalo de 2024. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebida) cresceu 74,9% na comparação, para R$ 1,303 bilhão, enquanto a receita líquida subiu 81,6%, para R$ 13,918 bilhões. Foram os melhores resultados trimestrais da história da companhia.

“A sólida presença internacional da Minerva Foods continua sendo um dos principais pilares do nosso desempenho. No segundo trimestre de 2025, aproximadamente 60% da receita bruta consolidada [R$ 14,711 bilhões] teve origem no mercado externo, reafirmando nosso DNA exportador e a competitividade dos nossos ativos na América do Sul”, informou a empresa em texto que acompanha o balanço divulgado há pouco. “O ciclo pecuário negativo nos EUA continua limitando a oferta doméstica, o que abre espaço para exportadores sul-americanos ampliarem sua participação no mercado norte-americano”, continuou.

O Brasil liderou a receita bruta da Minerva entre abril e junho, com R$ 8,228 bilhões, 120,6% mais que no segundo trimestre do ano passado. No Uruguai, as operações da companhia resultaram em receita de R$ 1,569 bilhão (+72,6%), no Paraguai em R$ 1,562 bilhão (+22,3%), na Argentina em R$ 1,086 bilhão (-3,3%), na Austrália em R$ 670,5 milhões (+16,2%), na Colômbia em R$ 409,1 milhões (+39,6%) e no Chile em R$ 31,9 milhões.

Nos países sul-americanos, os negócios da Minerva voltaram a encontrar suporte na boa oferta de gado, uma vez que no segundo semestre os abates em geral aumentaram em Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia, e permaneceram estáveis, em bom patamar, no Paraguai. Nesse contexto, no total os abates da companhia subiram 35,6% em relação ao intervalo entre abril e junho de 2024, para quase 1,5 milhão de cabeças.

Segundo Edison Ticle, CFO da Minerva, essa boa oferta tende a continuar até o fim deste segundo semestre. Sazonalmente, os preços dos animais deverão subir, mas nada capaz de afetar de forma expressiva as margens da empresa. Na Austrália, o abate de ovinos da Minerva alcançou 813 mil cabeças.

O executivo voltou a destacar o desempenho dos ativos adquiridos da Marfrig, que continuou a melhorar. Entre abril e junho, a performance desses ativos – no Brasil, na Argentina e no Chile – gerou receita bruta da ordem de R$ 3 bilhões, um avanço de 103,6% na comparação com o primeiro trimestre do ano. De acordo com Ticle, a maior parte das plantas já está rodando com cerca de 65% da capacidade, e o percentual deverá chegar a 75% neste terceiro trimestre. 

No caso do Uruguai, onde as autoridades regulatórias barraram a aquisição das três unidades que estavam no “pacote Marfrig”, a Minerva espera uma solução até outubro. A companhia deverá assumir duas plantas, já que teve que vender uma. 

A posição de caixa da Minerva fechou o segundo trimestre deste ano em R$ 12,5 bilhões, “nível suficiente para atender ao cronograma de amortização da dívida até 2028. A companhia também deu continuidade a uma gestão de passivos envolvendo recompra e cancelamento de bonds no mercado secundário, e no segundo trimestre esses movimentos totalizaram US$ 240 milhões. A alavancagem da companhia, finalmente, caiu para 3,16 vezes no fim de junho.  

 

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