Lucro líquido da SLC caiu 56,5% no 2º trimestre, para R$ 139,8 milhões

Retração foi determinada por uma diminuição do Valor Justo dos Ativos Biológicos e do Valor Realizável Líquido dos Produtos Agrícolas
Fernando Lopes

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e algodão do país, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 139,8 milhões, em queda de 56,5% na comparação com igual intervalo de 2024. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia cresceu 115,6%, para R$ 556,6 milhões, e sua receita líquida aumentou 37,8%, para R$ 1,862 bilhão, um novo recorde trimestral.

Segundo a SLC, a queda do lucro líquido foi determinada sobretudo por uma redução de R$ 452,5 milhões do Valor Justo dos Ativos Biológicos e do Valor Realizável Líquido dos Produtos Agrícolas (VVJAB+VRLPA menos RVJAB), em virtude da menor área marcada de algodão em pluma e caroço de algodão (99,8% marcado no segundo trimestre de 2024 e 76,2% marcado no mesmo período deste ano). “Esse impacto é oriundo das intempéries climáticas que atrasaram o ciclo de desenvolvimento do algodão em caroço, impactando o período de marcação do Ativo Biológico”, explicou a empresa.

Essa variação negativa foi parcialmente compensada por um incremento do resultado bruto de R$ 277,5 milhões puxado pela soja, que registrou melhor produtividade média – fator que também impulsionou o crescimento do Ebitda ajustado. “No terceiro trimestre vamos colher o algodão de segunda safra, cuja expectativa é de ótima produtividade, pois tivemos excelente precipitações no MT, o que deve refletir em um ativo biológico mais robusto”, informou a SLC em texto que acompanha os resultados divulgados na noite de quarta-feira.

Nos primeiros seis meses do atual exercício, a SLC registrou lucro líquido de R$ 650,5 milhões, 18,2% superior ao de igual período do ano passado. Nessa comparação, o Ebitda ajustado cresceu 55,9%, para R$ 1,5 bilhão, e a receita líquida registrou avanço de 26,7%, para R$ 4,193 bilhão. A geração de caixa no semestre foi negativa em R$ 2,1 bilhões, principalmente por causa do pagamento de R$ 636,5 milhões relacionado à aquisição de terras.

“Além disso, tivemos o pagamento dos insumos da safra, da parcela de aquisição da participação minoritária na SLC Mit, de R$ 103,0 milhões e o pagamento de dividendos no montante de R$ 241 milhões. Apesar da geração negativa de caixa, a relação dívida liquida/Ebitda ajustado finalizou o mês de junho de 2025 em 2,33 vezes”, realçou a SLC. A dívida líquida ajustada da empresa fechou o primeiro semestre em R$ 6 bilhões, R$ 2,3 bilhões a mais que um ano antes.

Na safra 2024/25, a SLC plantou 377,5 mil hectares com soja (comercial + semente), 178,7 mil hectares com algodão (1ª e 2ª safras) e 122,8 mil hectares com milho safrinha, além de 48,4 mil hectares com outras culturas. Soja, milho e a segunda safra de algodão registram fortes incrementos de produtividade em relação à temporada passada.

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