As médias de produtividade e qualidade da cana reagiram na região Centro-Sul do país em julho, mas continuaram mais baixas que no mesmo período do ano passado, segundo informações divulgadas pelo Centro de Tecnologia Canaveira (CTC), empresa controlada por BNDES, Copersucar e outras grandes empresas sucroalcooleiras.
De acordo com o CTC, responsável pelo desenvolvimento da maior parte das variedades cultivadas no Centro-Sul, o ATR (açúcar total recuperável) médio alcançou 133,7 quilos por tonelada no mês, ante 121,4 quilos no primeiro trimestre desta safra 2025/26 (abril a junho). Em relação a julho de 2024 (140 quilos por tonelada), contudo, houve queda de 4,8%.
A produtividade agrícola dos canaviais do Centro-Sul, por sua vez, atingiu a média de 81,3 toneladas por hectare no mês passado, acima das 79,3 toneladas registradas pelo CTC de abril a junho. Mas, na comparação com julho de 2024 (86,1 toneladas por hectare), a marca ainda foi 5,6% menor.
De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a moagem de cana somou 256,1 milhões de toneladas do início da safra atual até o dia 16 de julho, uma redução de 9,6% ante o mesmo período do ciclo 2024/25.
Na comparação, a produção de açúcar diminuiu 9,2%, para 15,7 milhões de toneladas. Já a fabricação de etanol registrou queda de 12%, para 11,6 bilhões de litros. Desse total, o etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) respondeu por 7,5 bilhões de litros (-11,4%) e o anidro (misturado à gasolina) representou 4,2 bilhões de litros (-13,1%).
Ainda segundo a Unica, a fatia da produção de etanol de milho na produção total do biocombustível foi de 2,6 bilhões de litros, um aumento de 22,3%. E a comercialização total de etanol por parte das unidades do Centro-Sul alcançou 9,9 bilhões de litros do início de abril ao dia 16 de julho, em queda de 2,7%.
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