A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passou a estimar a produção brasileira de café em 55,2 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2024/25, com aumento de 1,8% em relação ao ciclo 2023/24.
Segundo a estatal, 96% da colheita foi concluída até o fim de agosto. A área destinada à cafeicultura cresceu 0,9% e atingiu 2,25 milhões de hectares, 1,86 milhão dos quais ocupados por lavouras em fase de produção (-1,2%) e 395,8 mil por lavouras em formação (+11,9%).
O leve avanço da produção ocorre apesar de a safra 2024/25 ser de bienalidade negativa para a espécie arábica, uma vez que em 2023/24, quando a bienalidade foi positiva, adversidades climáticas prejudicaram diversos polos.
A Conab calcula a colheita de café arábica em 35,2 milhões de sacas, em queda de 11,2%, fruto da bienalidade negativa e de uma redução de 1,5% da área em produção, que atingiu 1,49 milhão de hectares. A área em formação aumentou 12,3%, para 353,1 mil hectares.
O Estado de Minas Gerais permaneceu firme na liderança da produção de arábica do país, com área total de 1,38 milhão de hectares (75,2% da área ocupada pela espécie no país), seguido por São Paulo, com 198,3 mil hectares (10,8%).
No que se refere ao café conilon, prevalece o Espírito Santo, com 286,7 mil hectares (69% do total nacional), seguido por Bahia, com 51,5 mil hectares, e Rondônia, com 47,8 mil. A área dedicada à espécie somou 415,6 mil hectares em 2024/25 (372,9 mil em produção), e a Conab estima crescimento de 37,2% da colheita, para 20,1 milhões de sacas.
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