O tarifaço americano, que entrou em vigor no início de agosto, prejudicou as exportações de ovos do Brasil, mas mesmo assim os Estados Unidos foram o segundo principal destino dos embarques no mês passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Nos primeiros sete meses do ano, antes da imposição, pelo governo de Donald Trump, da tarifa adicional de 40% sobre as importações de produtos brasileiros – que se somou à taxa de 10% aplicada em abril -, as exportações de ovos do Brasil para os EUA país alcançaram, em média, 4.311 toneladas por mês. Em agosto, de acordo com a ABPA, o volume alcançou 439 toneladas.
Com a debacle no destino que vinha impulsionado as vendas, no total as exportações atingiram 2.129 toneladas e renderam US$ 5,7 milhões em agosto, ante 5.259 toneladas, ou US$ 11,8 milhões, em julho. Na comparação com agosto de 2024, o volume do mês passado ainda cresceu 71,9% e a receita foi 90,8% superior. O Japão encabeçou as compras, com 578 toneladas (+328,5%).
“Os embarques para os EU sofreram os efeitos do tarifaço, com diminuição no fluxo embarcado no mês. Ao mesmo tempo, vimos a retomada de destinos, como os Emirados Árabes Unidos, e o fortalecimento para novos importadores, como o México. De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.
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