Ajustes para baixo nas projeções para os preços médios das exportações de soja em grão, farelo e óleo do país levaram a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) a reduzir sua estimativa para a receita dos embarques do complexo soja como um todo em 2025.
Segundo a entidade, que representa empresas como ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus Company e Amaggi, o montante deverá somar US$ 50,3 bilhões, US$ 2,8 bilhões a menos que o calculado em setembro e valor 6,7% inferior ao de 2024 (US$ 53,9 bilhões). É o segundo ano seguido de retrações, mas para 2026 o cenário inicial traçado pela Abiove indica que poderá haver uma reação, para US$ 55,3 bilhões.
Para a soja em grão, o preço médio previsto para 2025 caiu de US$ 400 para US$ 380, ante US$ 435 no ano passado. O volume das exportações projetado para o ano foi mantido em 109,5 milhões de toneladas, um novo recorde, e, assim, a receita das vendas do produto ao exterior este ano foi reduzida de US$ 43,8 bilhões para US$ 41,6 bilhões, 3% menos que em 2024.
As indústrias acreditam que o preço médio dos embarques do grão subirá para US$ 415 por tonelada no ano que vem. O volume a ser escoado também deverá aumentar, para 111 milhões de toneladas, e a receita, diante desses fatores, tende a chegar a US$ 46,1 bilhões.
No caso do farelo, a Abiove ainda prevê um volume de embarques de 23,6 milhões de toneladas em 2025, com aumento de 2% em relação ao ano passado, mas o preço médio agora está projetado em US$ 310 a tonelada, US$ 25 a menos que o calculado em setembro e valor 26% inferior ao de 2024. A estimativa para a receita das exportações do derivado este ano caiu de US$ 7,9 bilhões para US$ 7,3 bilhões, 24,7% abaixo de 2024.
Também para o farelo a Abiove estima alta do preço médio dos embarques em 2026, para US$ 330 por tonelada. O volume poderá crescer em 1 milhão de toneladas, para 24,6 milhões, e a receita está projetada nesse cenário inicial em US$ 8,1 bilhões.
Para o óleo, a Abiove prevê embarques de 1,35 milhão de toneladas em 2025 (queda de 1,2% ante 2024), com uma cotação média ajustada de US$ 1.060 por tonelada para US$ 1,030, ainda acima dos US$ 959 registrados no ano passado. A receita deste ano foi reduzida de US% 1,431 bilhão para US$ 1,391 bilhão, com leve alta sobre 2024.
Para 2026, a entidade estima que o preço médio do óleo subirá para US$ 1,075 por tonelada, e que o volume recuará para 1 milhão de toneladas, tendo em vista a maior demanda para a produção de biodiesel no mercado doméstico. Com isso, a receita dos embarques do derivado poderá cair para US$ 1,075 bilhão.
A Abiove estima a colheita de soja em grão na safra 2025/26 em 178,5 milhões de toneladas, um novo recorde 3,9% maior que o do ciclo 2024/25 (171,8 milhões). O esmagamento em 2026 está projetado em 60,5 milhões de toneladas, um crescimento 3,4% sobre 2025 (58,5 milhões). As produções de farelo e óleo de soja deverão atingir 46,6 milhões e 12,2 milhões de toneladas, com aumentos de 3,3% e 3,8%, respectivamente, em relação a este ano.
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