Chuvas escassas prejudicam o plantio de soja no Cerrado, sobretudo em Goiás

Segundo a AgRural, trabalhos foram concluídos em 47% da área estimada para o país nesta safra 2025/26 até quinta-feira
Fernando Lopes

A escassez de chuvas voltou a dar o tom no Cerrado, e o plantio de soja nesta safra 2025/26 perdeu força no bioma na semana passada. Com isso, apontou a AgRural, os trabalhos foram concluídos em 47% da área total estimada para o país até quinta-feira passada, ante 36% na semana anterior e 54% no mesmo período do ciclo 2024/25.

“Embora o excesso de umidade limite o avanço das máquinas em alguns pontos do Sul do país, a maior preocupação é no Cerrado. Embora os casos de replantio ainda sejam pontuais, eles poderão aumentar caso a combinação de chuva irregular e calor continue predominando nos próximos dias”, realçou a consultoria, em nota.

Segundo a AgRural, há problemas causados pelas chuvas irregularidades em Mato Grosso e em polos do Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), mas os principais pontos de atenção estão atualmente em Goiás, onde a produção de grãos cresceu de forma expressiva nos últimos anos.

De acordo com as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada com soja alcançará 49,1 milhões de hectares em 2025/26, 3,6% mais que na temporada anterior. Em igual comparação, a estatal prevê que a produtividade média das lavouras deverá permanecer estável em 3.620 quilos por hectare, e que a colheita crescerá.também 3,6%, para o recorde de 177,6 milhões de toneladas.

MILHO VERÃO

No caso do milho, a AgRural calcula que o plantio já foi concluído em 60% da área estimada no Centro-Sul do Brasil na primeira safra, ante 55% uma semana antes e 59% há um ano. A baixa umidade prejudicou os trabalhos em Goiás, Minas Gerais e São Paulo na semana passada, enquanto a umidade elevada travou as máquinas no Rio Grande do Sul.

Conforme a Conab, a área de milho verão chegará a 4 milhões de hectares em todo o país em 2025/26, com incremento de 6,1% sobre 2024/25. A estatal prevê que o rendimento médio das plantações cairá 3,1%, para 6.403 quilos por hectare, e que a produção, assim, avançará 2,8%, para 25,6 milhões de toneladas.

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