A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve praticamente inalterada, em boletim divulgado nesta quinta-feira, sua estimativa para a colheita de grãos no país nesta safra 2025/26. Segundo a estatal, o volume total deverá alcançar 354,8 milhões de toneladas, 0,8% mais que no ciclo 2024/25, fruto de uma área plantada de 84,4 milhões de hectares, 3,3% superior à da temporada passada, e de uma produtividade média de 4.203 quilos por hectare, 2,4% menor.
No cenário ratificado hoje pela Conab, a produção de soja atingirá 177,6 milhões de toneladas, um novo recorde 3,6% maior que o registrado em 2024/25. Até o dia 8 de novembro, a semeadura havia sido concluída em 58,4% da área prevista para a oleaginosa (49,1 milhões de hectares). Em Mato Grosso, que lidera a colheita, o déficit hídrico observado em algumas áreas em outubro poderá reduzir o rendimento. Na região, as atenções estão voltadas aos reflexos das tempestades dos últimos e dos próximos dias.
No caso do milho, a estatal projeta colheita total de 138,8 milhões de toneladas, em queda de 1,6%. Na primeira safra, o volume deverá crescer 3,7%, para 25,9 milhões, enquanto a safrinha tende a ser 2,5% menor, da ordem de 110,5 milhões de toneladas. Como no caso da soja, os efeitos adversos provocados pelos atuais problemas climáticos no Sul ao milho verão ainda terão que ser avaliados. Para a terceira safra do cereal, cultivada em regiões do Centro-Norte do país, a Conab projeta 2,5 milhões de toneladas, em baixa de 13,1%.
Para o arroz, a estatal estima colheita de 11,3 milhões de toneladas em 2025/26, uma redução de 11,5% ante 2024/25, enquanto para o feijão a previsão é de produção total estável de 3,1 milhões de toneladas. Já a produção de algodão em pluma deverá registrara leve baixa de 1,2%, para 4 milhões de toneladas. Ainda não é possível vislumbrar o que poderá acontecer com o trigo no ano que vem, uma vez que a colheita deste ano, que compõe a safra de grãos 2024/25, ainda está em andamento, calculada em 7,7 milhões de toneladas.
IBGE
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje suas primeiras estimativas para a colheita de grãos no país em 2026, o volume total deverá somar 332,7 milhões de toneladas, com retração de 3,7% na comparação com 2025. Soja, milho e arroz deverão responder por 92,6% desse volume, e a fatia da região Centro-Oeste no bolo tende a ser de 51,7%.
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