A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de US$ 581 milhões, 16,2% menos que em igual intervalo de 2024. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 14,8%, para US$ 1,835 bilhão, e sua receita líquida cresceu 13,4%, para US$ 22,597 bilhões, um novo recorde.
A receita líquida foi liderada pela JBS Beef North America, que envolve as operações de carne bovina da empresa nos Estados Unidos, com US$ 7,248 bilhões (avanço de 14,8% ante o terceiro trimestre do ano passado). Em seguida vieram a americana Pilgrim’s Pride, com US$ 4,756 bilhões (+3,8%), a JBS Brasil, com US$ 4,16 bilhões (+27,7%), a brasileira Seara, com US$ 2,361 bilhões (+7,6%), a JBS USA Pork, com US$ 2,220 bilhões (+8,7%), e a JBS Australia, com US$ 2,192 bilhões (+22,9%).
O ranking dos melhores Ebitdas ajustados voltou a ser encabeçado pela Pilgrim’s, com US$ 770 milhões (-0,8%). Na sequência aparecem Seara, com US$ 323 milhões (-30%), JBS Australia, com US$ 249 milhões (+42,7%), JBS USA Pork, com US$ 218 milhões (-11,5%), e JBS Brasil, com US$ 307 milhões (-18,7%). O Ebitda ajustado da JBS Beef North America foi novamente negativo, desta feita em US$ 42 milhões.
“Os negócios de aves e suínos mantiveram um desempenho resiliente. Com margem de 16,2%, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo, apoiada por um portfólio diversificado e ganhos contínuos de eficiência. O segmento de Prepared Foods se destacou, com aumento de mais de 25% nas vendas no mercado norte-americano, enquanto as operações na Europa e no México também superaram a média dos respectivos mercados”, informou a JBS. Na operação de bovinos nos EUA, a escassa oferta de animais, que estão com preços historicamente elevados, continuaram a prejudicar os resultados.
“Com margem de 7,4%, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou mais um trimestre consistente, com desempenho sólido tanto nas exportações quanto nas vendas domésticas”. Também no Brasil, a Seara registrou o maior volume de exportações da sua história, e o negócio atingiu margem Ebitda de 13,7% mesmo com o impacto das restrições temporárias às exportações de carne de frango para China e Europa, que só recentemente foram retiradas.
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