Produção brasileira de carnes deverá bater novo recorde em 2026

Segundo a Conab, volume aumentará 0,4%, para 32,6 milhões de toneladas, puxado pelas carnes de frango e suína
Fernando Lopes

A produção brasileira de carnes (bovina, de frango e suína) deverá somar 32,6 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa divulgada esta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume será 0,4% maior que o previsto para este ano e representará um novo recorde histórico.

O aumento tende a ser puxado pelas carnes de frango e suína. Para a carne de frango, a Conab indica produção de 15,9 milhões de toneladas no ano que vem, um aumento de 2,6% em relação ao resultado projetado para 2025 e maior marca da história. A estatal calcula que as exportações da proteína terão leve alta este ano e alcançarão 5,2 milhões de toneladas, e que em 2026 chegarão a 5,25 milhões. .

O ligeiro avanço estimado para 2025 virá apesar de o país ter registrado seu primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade, em maio no município gaúcho de Montenegro. O caso foi superado com rapidez, mas gerou embargos temporários de importadores à carne de frango brasileira e provocou um solavanco no fluxo dos embarques.

No caso da carne suína, a Conab espera incremento de 4,5% da produção no próximo ano, para praticamente 5,9 milhões de toneladas. Para os embarques, a estatal projeta aumento de 8% em 2026, para 1,6 milhão de toneladas, embora a China, um dos destinos mais importantes, tenham desacelerado as compras com a recuperação de seu plantel após a crise provocada pela Peste Suína Africana (PSA).

Já para a carne bovina, a expectativa é de reversão do ciclo da pecuária e de queda da produção, em virtude da menor oferta de gado. Diante de uma maior retenção de fêmeas, a Conab prevê a produção da proteína em 10,9 milhões de toneladas, 4,3% a menos que em 2025. As exportações, por sua vez, tendem a se manter estáveis no ano que vem, em cerca de 4,3 milhões de toneladas.

Ainda de acordo com a Conab, a produção de ovos também deverá bater um novo recorde em 2026. No cenário traçado pela estatal, o volume crescerá 2,6%, para 50,3 bilhões de unidades.

 

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