As exportações de carnes de frango e suína do país recuaram em novembro, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os recuos foram influenciados por problemas logísticos, mas nos dois casos as perspectivas da indústria apontam para crescimentos em 2025 como um todo.
“Tanto no caso da carne de frango como no de carne suína, verificamos os efeitos de atrasos nos embarques em determinados portos, o que gerou efeito nos dados das últimas semanas de novembro e provocou diminuição da expectativa dos dados para o mês”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.
No caso da carne de frango, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Secex indicam que os embarques alcançaram 434,9 mil toneladas e renderam US$ 810,7 milhões em novembro, com quedas de 6,5% e 9,3%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2024.
Com isso, de janeiro a novembro o volume acumulado chegou a 4,813 milhões de toneladas, em queda de 0,7% ante igual intervalo do ano passado. A receita caiu 2,5% na comparação, para US$ 8,842 bilhões. Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das vendas, com compras de 433,8 mil toneladas, em alta de 2,1%.
Superadas as barreiras temporárias erguidas após a confirmação do primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial no Brasil, em maio, a expectativa é de incremento de até 0,5% do volume das exportações em 2025, para até 5,3 milhões de toneladas, desde que os gargalos logísticos permitam.
CARNE SUÍNA
Ainda de acordo com a ABPA, as exportações brasileiras de carne suína, por sua vez, atingiram 106,5 mil toneladas no mês passado, 12,5% menos que um ano antes, e deixaram uma receita 14,9% mais baixa, de US$ 248,2 milhões.
Nos 11 primeiros meses de 2025, o volume ainda acumulou aumento de 10,4% ante igual período de 2024, para 1,372 milhão de toneladas, e a receita foi 18,7% superior (US$ 2,774 bilhões). As Filipinas lideraram as compras no período, com 350,1 mil toneladas – um crescimento de 49,1% sobre igual intervalo de 2024.
Para a carne suína, as perspectivas da ABPA são de avanço de até 10% no volume de embarques em 2025, para até 1,49 milhão de toneladas. Como no caso de carne de frango, para a carne suína o cenário iniciado traçado pela entidade é de aumento das exportações brasileiras também no ano que vem.
OVOS
Já as exportações de ovos do país atingiram 1.893 toneladas e renderam US$ 5,247 milhões em novembro, com incrementos de 5,8% e 32,8%, respectivamente, ante o mesmo mês de 2024. Os percentuais de crescimento passaram a diminuir após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que vinham impulsionando a demanda pela proteína brasileira no exterior.
De janeiro a novembro, segundo a ABPA, foram enviadas ao exterior 38.637 toneladas, 135,4% mais que em igual intervalo de 2024, ou US$ 92,13 milhões (+163,5%). Com a perda de competividade dos ovos do Brasil nos EUA, o Japão passou a ser o principal destino das exportações.
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