As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 13,4 bilhões em novembro, em alta de 6% em relação a igual intervalo de 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Consultoria Agro do Itaú BBA. Na comparação com outubro deste ano, houve queda de 13%.
Os embarques voltaram a acusar os reflexos negativos causados pela imposição, pelos EUA, de uma tarifa extra de 40% sobre as importações de produtos brasileiros, em agosto. Com a taxa ainda em vigor durante quase metade do mês,em novembro as exportações do agro do Brasil para os EUA caíram 57% na comparação anual, para US$ 643 milhões.
Para boa parte dos produtos, como carne bovina, café (exceto solúvel) e frutas frescas como manga e banana, a tarifa extra foi extinta no dia 13 de novembro, o que sugere a retomada do fluxo normal de embarques desses itens ao mercado americano nos próximos meses. Produtos como sebo bovino e pescados, porém, continuam a encarar a barreira.
PRODUTOS
Segundo o Itaú BBA, as exportações brasileiras de soja em grão alcançaram 4,2 milhões de toneladas em novembro, com aumento de 64% ante o mesmo mês do ano passado, e os preços praticados permaneceram estáveis em US$ 435,4 por tonelada. No caso do farelo de soja, houve alta de 2,5%, para 1,7 milhão de toneladas.
As vendas de carne bovina in natura ao exterior, por sua vez, atingiram 318,5 mil toneladas, com avanço de 40% na comparação mesmo com a taxação extra dos EUA durante grande parte do mês. Na carne de frango in natura, houve retração de 6,5%, para 377 mil toneladas, e na carne suína in natura a baixa chegou a 14%, para 93 mil toneladas.
Ainda segundo os números compilados pelo banco, as exportações de açúcar bruto diminuíram 4,2%, para 2,9 milhões de toneladas, e as de etanol foram 38% menores (66 mil metros cúbicos). No caso do açúcar refinado, houve alta de 13%, para 377 mil toneladas. os embarques de milho, finalmente, cresceram 6,4%, para 5 milhões de toneladas.
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