A colheita da soja cultivada nesta safra 2025 foi concluída em 2% da área até a última quinta-feira, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela AgRural. De acordo com a consultoria, na semana anterior o percentual estava em 0,6%, enquanto no mesmo período do ciclo 2024/25, o ritmo era levemente mais lento (1,7%).
“Mato Grosso puxa o ritmo, favorecido pelas aberturas de sol entre as chuvas, que caem diariamente. O Paraná, em contrapartida, agora já registra atraso em relação ao ritmo histórico porque houve alongamento do ciclo de parte das lavouras devido a períodos de tempo mais frio e nublado durante o desenvolvimento da soja”, informou a consultoria.
Nos dois Estados, que encabeçam a produção brasileira de grãos, o rendimento das lavouras até agora é muito bom, o que reforça a expectativa de mais uma safra recorde no Brasil. “Também já há colheita em alguns outros Estados, mas em áreas pontuais. De um modo geral, a safra é promissora em todo o país, embora a irregularidade das chuvas no Rio Grande do Sul e no Matopiba, que ainda têm um longo caminho até a definição da safra, precise ser monitorada com atenção”, realçou a AgRural.
Nesse contexto, a consultoria estima a colheita nacional de soja em 180,4 milhões de toneladas em 2024/25, um novo recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por sua vez, projetou o volume em 176,1 milhões de toneladas, 2,7% mais que em 2024/25 e também maior marca de sua série histórica. A estatal calcula a área plantada em 48,7 milhões de toneladas, com incremento de 2,8%, e a produtividade médias das lavouras em 3.619 quilos por hectare, praticamente estável.
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