Área potencial tratada com defensivos deverá crescer 6,1% no ciclo 2025

Segundo o Sindiveg, total chega a 2,6 bilhões de hectares, levando-se em conta quantidade de aplicações e número de produtos utilizados
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

A Área Potencial Tratada (PAT) com defensivos agrícolas deverá alcançar 2,6 bilhões de hectares no ciclo 2025 no país, com crescimento de 6,1% em relação a 2024, segundo nova pesquisa realizada pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg). 

A entidade lembra que o indicador leva em consideração a quantidade de aplicações e o número de produtos utilizados no tanque. Assim, além da área cultivada, a PAT reflete a intensidade de uso de tecnologias nas lavouras.  

De acordo com o Sindiveg, o avanço registrado foi garantido a partir do segundo semestre de 2025, já que no primeiro a seca na região Sul e a retração dos preços de produtos agrícolas como os grãos prejudicaram o ritmo de aplicações. Na segunda metade do ano, porém, o aumento da área de cultivo de grãos nesta safra 2025/25, que está em fase de colheita, voltou a estimular o segmento.

“O plantio transcorreu dentro do período preferencial, com andamento das aplicações iniciais também dentro do planejado. A maior pressão de pragas e doenças fúngicas, além do manejo de resistência de plantas daninhas, foram fatores-chave para o crescimento apontado”, realçou a entidade, em nota.

Do volume total de defensivos aplicados nas lavouras do Brasil no ciclo 2025, a fatia dos herbicidas chega a 45%. Em seguida aparecem os fungicidas (23%), os inseticidas (23%) e os produtos destinados ao tratamento de sementes (1%). A soja encabeça a lista de aplicação por culturas, com participação até agora estimada em 55%, seguida por milho (18%) e algodão (8%).

“Regionalmente, Mato Grosso e Rondônia lideram, concentrando 32% da área tratada no país. A região conhecida como BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará) responde por 18%, seguida por São Paulo e Minas Gerais (12%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%), Paraná (9%), Goiás e Distrito Federal (8%), e Mato Grosso do Sul, também com 8%”, concluiu o Sindiveg. 

Os números definitivos sobre o ciclo 2025 serão divulgados em abril, com o encerramento da colheita de soja desta safra 2025/26.  

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