O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que aprovou e contratou financiamento de R$ 148,5 milhões para a Bioo Paraná Holding construir uma usina de biometano no município de Toledo, no oeste paranaense. Desse montante, R$ 101,5 milhões são do Fundo Clima e R$ 47,1 milhões da linha Finem. O projeto prevê aportes totais de R$ 196 milhões.
Segundo o BNDES, a capacidade de produção da nova planta será de 11 milhões de metros cúbicos de biometano por ano, o que poderá evitar emissões de 80 mil toneladas de CO2 equivalente na atmosfera. Além do biometano, um combustível renovável similar ao gás natural, a planta produzirá fertilizantes orgânicos, também a partir do recebimento e tratamento de resíduos orgânicos gerados por agroindústrias.
“O CO2 biogênico, produzido naturalmente no processo da usina, será purificado para grau alimentício e fornecido, por exemplo, à indústria de bebidas, substituindo o CO2 de origem fóssil. Essa integração contribui diretamente para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa e a descarbonização da cadeia produtiva regional”, informou a instituição.
A Bioo Paraná Holding S.A é uma subsidiária da Bioo Investimentos e Participações S.A., controlada pela Cótica Energia, que atua no segmento de biogás e biometano, e pelo Fundo de Investimento em participações eB BIP, gerido pela Flying Rivers Capital – gestora especializada em investimentos climáticos, criada a partir da vertical de clima da eB Capital.
Desde novembro do ano passado, a partir de um investimento direto de R$ 85,8 milhões, a BNDESPar, braço de participações do BNDES, tem 19,9% do capital social da Bioo Investimentos e Participações. A primeira planta da Bioo, situada em Triunfo (RS), entrou em operação no segundo semestre de 2025 com o fornecimento de biometano para a Sulgás.
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