Foram registrados 1.990 pedidos de recuperação judicial no agro brasileiro em 2025, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Serasa Experian. O número, que inclui produtores rurais (pessoa física e jurídica) e empresas relacionadas ao setor, é 56,4% maior que o de 2024 (1.272) e representa um novo recorde desde o início da série histórica da datatech, em 2021.
“O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais. Ainda assim, continuamos ressaltando que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado”, diz Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, em nota.
De acordo com a empresa, produtores rurais que atuam como pessoa física foram responsáveis por 853 pedidos em 2025, ante 566 em 2024 (alta de 50,7%). Os produtores rurais pessoa jurídica, por sua vez, apresentaram 753 solicitações, um incremento de 84,1% em relação ao ano anterior (409), ao passo que o número de pedidos de RJ entre as empresas ligadas ao setor subiu 29,3%, de 297 para 384.
Levando-se em consideração os três segmentos, Mato Grosso liderou o número de pedidos de recuperação judicial no agro brasileiro no ano passado. Foram 332 registros no Estado que lidera a produção de grãos no país, e na sequência aparecem Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216), Minas Gerais (196), São Paulo (189), Rio Grande do Sul (159), Santa Catarina (59), Tocantins (55) e Pará (49).
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