Indústria faz forte correção para baixo em estimativa para a receita das exportações de soja

Segundo a Abiove, embarques da matéria-prima, de farelo e de óleo deverão somar US$ 51,2 bi em 2026, US$ 7 bi a menos que o previsto em março
Fernando Lopes

Um forte ajuste para baixo na previsão para o preço médio da soja em grão levou a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) a reduzir de forma expressiva sua estimativa para a receita das exportações nacionais da matéria-prima e seus derivados em 2026.

Em novo cenário divulgado na semana passada, a entidade projetou a receita total em US$ 51,179 bilhões, US$ 7 bilhões a menos que o calculado em março. Se confirmado, o montante representará uma queda de 3,2% ante 2025 (US$ 52,897 bilhões). Em relação ao pico alcançado em 2023 (US$ 67,317 bilhões), o recuo chega a 24%.

Embora tenha elevado a previsão para o volume recorde dos embarques de soja em grão em relação ao horizonte desenhado em março, de 111,5 milhões para 113,6 milhões de toneladas, 5% mais que em 2025, a Abiove baixou de US$ 440 para US$ 370 por tonelada o preço médio, ante US$ 402 no ano passado.

Com as mudanças, a projeção para a receita dos embarques do grão em 2026 caiu de US$ 49,06 bilhões para US$ 42,032 bilhões, 3,5% menos que em 2025.

No caso do farelo, os ajustes efetuados pela Abiove foram discretos. A entidade manteve a estimativa para o volume dos embarques do derivado em 24,6 milhões de toneladas (alta de 6% ante 2025), e reduziu a previsão para o preço médio de US$ 305 para US$ 300 por tonelada, ante US$ 340 no ano passado.

Assim, a projeção para a receita dos embarques de farelo caiu de US$ 7,503 bilhões para US$ 7,380 bilhões, em baixa de 6,7% em relação a 2025.

Também foram leves as correções para o óleo de soja. Aqui, o volume agora está previsto em 1,55 milhão de toneladas, com avanço de 13,7% sobre 2025, o preço médio em US$1.140 por toneladas, em alta de 7,3%, e a receita em US$ 1,767 bilhão, com aumento de 22%. 

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