A produção de carne bovina deverá alcançar 11,3 milhões de toneladas no Brasil este ano, segundo projeção divulgada na semana passada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume será 5,3% menor que o calculado para o ano passado, quando um novo recorde foi batido. Ainda assim, será o segundo melhor resultado da série histórica da estatal, mesmo com a mudança do ciclo pecuário no país, que nos últimos anos proporcionou oferta confortável de gado para os frigoríficos.
“O ano de 2025 foi simbólico para a bovinocultura brasileira. Além do recorde de produção na série histórica nacional, o país alcançou a posição de maior produtor mundial de carne, pela primeira vez, na série histórica elaborada desde 1960 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com os investimentos em genética, nutrição e manejo que têm garantido maior produtividade ao plantel, a queda na produção pode ser inferior à prevista”, informou a Conab, em boletim.
De acordo com a Conab, da produção total prevista 4,35 milhões de toneladas deverão ser exportadas, mais do que o observado entre 2018 e 2024. Além da reversão do ciclo pecuário, a estatal avalia que a baixa em relação em 2025 refletirá também as salvaguardas impostas neste ano pela China, principal destino dos embarques brasileiros
“Por meio da medida, a China, maior importadora da carne bovina brasileira nos últimos dois anos, limitou as exportações nacionais à cota de 1,1 milhão de toneladas por ano, com pagamento de sobretaxa de 55% aos valores excedidos. O país asiático também estabeleceu cotas para outros exportadores da proteína, incluindo Argentina, Austrália e Uruguai. Nessa conjuntura, as exportações de carne bovina devem atingir um volume elevado na primeira metade do ano”, observou a Conab.
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