A Kepler Weber, líder em equipamentos de armazenagem e soluções para pós-colheita de grãos na América Latina, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 17,1 milhões, em baixa de 33% ante igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia recuou 36,4%, para R$ 33,7 milhões, e sua receita líquida diminuiu 10,9%, para R$ 318,1 milhões.
De uma maneira geral, a queda do lucro refletiu a retração da receita, pressionada sobretudo pela menor demanda por parte de produtores de grãos, e uma redução de margens em praticamente todas as frentes de atuação da empresa, exceto “Reposição e Serviços”. Mas, segundo Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, a carteira de pedidos da companhia está maior que há um ano e a expectativa é que a receita se recupere neste e nos próximos trimestres e a queda anual seja menor que a observada de janeiro a março.
No segmento “Fazendas”, a receita operacional líquida ficou em R$ 86,6 milhões no primeiro trimestre, 34,2% menos que no mesmo período de 2025, enquanto a margem bruta caiu de 21,5% para 18,5%. Juros elevados, restrições de crédito e aumento dos insumos prejudicam as vendas para os agricultores, e a maior parte dos negócios vem sendo garantida por grandes produtores com áreas de mais de 50 mil hectares em Mato Grosso e no Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
No segmento “Agroindústrias”, houve aumento de 4,2% da receita líquida de janeiro a março, para R$ 105,1 milhões, e a margem bruta recuou de 16,9% para 16%. As vendas continuaram a ser sustentadas por cooperativas e indústrias fabricantes de etanol a partir de cereais, principalmente milho. A Kepler Weber revelou que firmou novos contratos no valor total de R$ 60,7 milhões no primeiro trimestre, e espera altas de dois dígitos no faturamento deste segundo trimestre e também no ano como um todo.
Graças especialmente a um grande projeto na Venezuela, a receita líquida da companhia no segmento “Negócios Internacionais” aumentou 47,1% no quarto inicial de 2026, para R$ 60,2 milhões. Embora a margem bruta tenha recuado de 29% para 17,1%, a empresa fechou R$ 37,4 milhões em novos negócios em países como Paraguai, Bolívia e Equador no primeiro trimestre e, também com a ajuda das vendas na Argentina, a Kepler projeta mais um ano positivo nessa frente.
No segmento “Portos e Terminais”, a receita líquida trimestral diminuiu 54,2% na comparação anual, para R$ 4,9 milhões, e a margem bruta encolheu de 31,3% para 5,9%. “O desempenho reflete, principalmente, efeitos pontuais associados ao reconhecimento de itens não recorrentes, combinados a uma base de receita mais reduzida no período, com menor diluição de custos”, informou a Kepler Weber, em comunicado que acompanha os resultados divulgados nesta sexta-feira.
Em contrapartida, a margem bruta subiu de 33,6% para 37,3% no segmento “Reposição e Serviços” na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, mesmo com a receita líquida caindo 16,4%, para R$ 61,2 milhões. Em tempos de demanda mais restrita por novos projetos, é normal a elevação dos investimentos dos clientes da Kepler em reposição e serviços, e Nogueira observou que o faturamento da divisão já está em recuperação neste segundo trimestre e deverá registrar taxa de crescimento de um dígito no ano.
Ainda sobre o primeiro trimestre, a Kepler destacou que seu resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, graças à redução das despesas, e que encerrou o período com uma posição de caixa fortalecida, totalizando R$ 375,8 milhões. O capital de giro contribuiu em R$ 43,2 milhões para o fluxo de caixa, os investimentos da empresa alcançaram R$ 15,2 milhões, e o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) foi de 21,4%
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