Os desembolsos de crédito rural para a agricultura empresarial somaram R$ 391,2 bilhões nos dez primeiros meses do atual Plano Safra 2025/26, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Agricultura. Em relação ao mesmo período do Plano Safra 2024/25 (R$ 409,8 bilhões), houve queda de 5%.
Segundo a Pasta, as Cédulas de Produto Rural (CPR) foram o principal instrumento de captação de recursos entre julho de 2025 e o último mês de abril, com R$ 167 bilhões, em alta de 10%. Com isso, as CPRs responderam por 43% do montante concedido, ante 37% nos dez primeiros meses do Plano Safra anterior.
De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do ministério, “o crescimento da CPR reflete a migração dos produtores rurais e das tradings para instrumentos de mercado, diante do elevado custo financeiro e das restrições ambientais associadas às linhas de crédito tradicionais”.
Os desembolsos para custeio atingiram R$ 125,6 bilhões no intervalo em questão, em queda de 14%, enquanto as liberações de recursos para investimentos recuaram 29%, para R$ 41,6 bilhões, e para comercialização diminuíram 22%, para R$ 28,6 bilhões. No caso das operações envolvendo industrialização, houve aumento de 66%, para R$ 28,4 bilhões.
Segundo o ministério, as baixas observadas refletem “a cautela do setor diante das elevadas taxas de juros, combinada a outros fatores adversos, como a instabilidade do cenário internacional, o aumento da inadimplência, os altos custos de produção, os riscos climáticos e a maior seletividade das instituições financeiras na concessão do crédito”.
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