As perdas anuais provocadas por parasitas no Brasil alcançam 13 quilos de peso vivo por animal na pecuária de corte e 7% da produção de leite por animal na bovinocultura leiteira, segundo pesquisa inédita realizada pelo Instituto Datafolha a pedido da Boehringer Ingelheim, uma das maiores empresas de saúde animal do mundo. A pesquisa ouviu 460 tomadores de decisão em propriedades com operação comercial.
“Os números ganham peso quando se considera a escala da atividade. O Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, com mais de 200 milhões de cabeças. Mesmo em estimativas conservadoras, a multiplicação dessas perdas pelo tamanho do plantel aponta para um impacto econômico de proporções expressivas sobre a rentabilidade das fazendas, a eficiência da cadeia produtiva e, em última instância, a competitividade do agronegócio brasileiro”, destaca a Boehringer Ingelheim, em nota.
O carrapato é o principal vilão da pecuária bovina, apontado por 70% dos entrevistados como o parasita que mais preocupa o setor atualmente. Em seguida aparecem a mosca-dos-chifres (48%) e o berne (17%). Entre os produtores de leite, o carrapato é a principal ameaça sanitária para 82% dos entrevistados, enquanto entre os criadores de gado de corte o percentual atinge 67%.
“A preocupação declarada está alinhada com a rotina de tratamento: 91% dos entrevistados afirmam que seu rebanho já recebeu ou costuma receber produtos para prevenção e tratamento de carrapato; 88% para mosca-dos-chifres; e 86% para verminoses gastrointestinais. Ao mesmo tempo, o estudo revela que apenas 20% dos produtores utilizam calculadora de produtividade (ROI) na hora de decidir sobre a compra de antiparasitários, indicando que, apesar da conscientização sobre o problema, a decisão de compra ainda raramente é orientada por uma análise formal de retorno econômico”, realça a Boehringer Ingelheim.
A pesquisa alerta que os fatores climáticos e sazonais têm influência determinante no controle parasitário. “A época do ano é o elemento mais relevante na decisão sobre o melhor momento de aplicar antiparasitários, com nota média de 8,3 em uma escala de 1 a 10, com 49% dos produtores atribuindo notas máximas (9 ou 10) a esse fator. A variação do clima aparece em seguida, com nota média de 7,9, e a altura do pasto fecha o bloco, com 7,3”, informa a empresa.
No front econômico, o custo dos produtos é a principal barreira para a aplicação de técnicas de controle parasitário, citado por 47% dos entrevistados como entrave principal e por 63% no total de menções. A dificuldade com mão de obra aparece na sequência, com 23% como barreira principal e 42% nas menções totais.
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