A recuperação da produção brasileira de soja na safra 2024/25 não deverá ser suficiente para colocar a receita das exportações da matéria-prima e seus principais derivados (farelo e óleo) de volta aos trilhos do crescimento neste ano. Sob a influência negativa da queda de preços do grão e do farelo, os embarques do complexo deverão render, no total, US$ 52,4 bilhões em 2025, com queda de 2,8% em relação ao ano passado (US$ 53,9 bilhões), segundo projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Em 2024, houve retração de quase 20% ante 2023 (US$ 67,3 bilhões).
A entidade, que reúne grandes grupos como ADM, Bunge, Cargill, LDC, Cofco e Amaggi, estima a colheita de soja em 171,7 milhões de toneladas em 2024/25, volume recorde 11,9% superior ao calculado para o ciclo passado. Pouco mais de 57 milhões de toneladas deverão ser processadas, com aumento de 3,8%, e o volume das exportações do grão deverá aumentar 7,4% neste ano, para 106,1 milhões de toneladas.
Ocorre que a Abiove prevê que o preço médio desses embarques deverá recuar de US$ 435 por toneladas, em 2024, para US$ 410 em 2025, e, assim, a receita das exportações de soja em grão deverá crescer apenas 1,3%, para US$ 43,5 bilhões, valor insuficiente para compensar as quedas previstas para farelo e óleo.
Para o farelo, a entidade projeta exportações de 22,9 milhões de toneladas em 2025, 0,9% menos que em 2024, com preço médio de US$ 345 por tonelada, 17,7% menor. Com isso, a receita dos embarques do derivado deverá cair 18,5%, para US$ 7,9 bilhões.
No caso do óleo, as vendas ao exterior estão estimadas em pouco mais de 1 milhão de toneladas, cerca de 300 mil a menos que no ano passado. Mesmo com a previsão de que o preço médio registrará alta de 1,7%, para US$ 975 por tonelada, a receita tende a recuar 22%, para US$ 1 bilhão.
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