Conab revisa para cima produção de cana-de-açúcar no país na safra 2025/26

Segundo a estatal, volume alcançou 673,2 milhões de toneladas, ainda com queda de 0,5% em relação ao ciclo 2024/25
Fernando Lopes

A produção de cana-de-açúcar alcançou 673,2 milhões de toneladas no Brasil na safra 2025/26, segundo novas estimativas divulgadas nesta sexta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume é quase 9 milhões de toneladas superior ao previsto em novembro pela estatal, mas ainda representa uma queda de 0,5% ante o ciclo 2024/25.

Segundo a Conab, a redução em relação à temporada anterior foi determinada pelas restrições hídricas e pelo excesso de calor no Centro-Sul do país durante as fases de desenvolvimento das lavouras após a colheita de 2024. Incêndios em canaviais da região também afetaram o resultado final da safra, que terminou em março.

Em virtude das adversidades na principal região produtora do Brasil, a produtividade média das plantações do país caiu 2,6% na comparação entre as safras, para 75.184 quilos por hectare, mais do que anulando o incremento de 2,1% da área de colheita, que atingiu 8,95 milhões de hectares.

No Centro-Sul, apontou a Conab, a área cresceu 2,5%, para 8 milhões de hectares, a produtividade média diminuiu 2,8%, para 76.915 quilos por hectare, e a produção recuou 0,4%, para 616,2 milhões de toneladas. No Norte/Nordeste, a área caiu 0,5%, para 942,6 mil hectares, a produtividade média foi 1,9% menor (60.478 quilos por hectare) e a produção registrou baixa de 2,4%, para 57 milhões de toneladas.

“Com o mercado mais favorável ao açúcar, boa parte da matéria-prima foi destinada à fabricação do adoçante. A oferta de etanol é complementada pela produção de etanol de cereais, crescendo substancialmente a cada safra”, destacou a Conab no novo boletim divulgado. O clima adverso também prejudicou a relação entre produtividade e açúcar total recuperável (ATR).

Assim, a produção brasileira de açúcar em 2025/26 passou a ser calculada pela estatal em 44,2 milhões de toneladas, em alta de 0,1%, enquanto a de etanol, somados os processamentos de cana e cereais (principalmente milho), deverá alcançar 37,5 bilhões de litros, com aumento de 0,8% – apesar de uma queda de 6,9% no etanol de cana, para 27,3 bilhões de litros. 

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