Foram transacionadas 16,6 milhões de toneladas de produtos do segmento hortifrutigranjeiro nas 54 Centrais de Abastecimento (Ceasas) de maior movimento do país em 2025, 0,8% menos que em 2024, segundo dados divulgados esta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com o levantamento, essa movimentação gerou R$ 68,7 bilhões comercializados, uma queda de 9,3% derivada dos patamares mais elevados de preços no ano anterior.
Conforme a Conab, as centrais com maior comercialização foram a unidade da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) na capital paulista, com 3 milhões de toneladas (R$ 13,9 bilhões), o Mercado Municipal de Juazeiro/BA, com 1,6 milhão de toneladas (R$ 6,1 bilhões), a Ceasa da capital do Rio de Janeiro, com 1,5 milhão de toneladas (R$ 6,1 bilhões), e a Ceasa Minas de Contagem, com 1,5 milhão de toneladas (R$ 6 bilhões).
Em geral, as Ceasas localizadas na região Sudeste do país foram responsáveis por 52% do volume de vendas de hortigranjeiros em 2025 e por 54% do total negociado. A movimentação de hortaliças cresceu em seis das 54 unidades consideradas, enquanto a de frutas aumentou em 11. Nos dois casos, o destaque foram os incrementos observados em Rio Branco/AC (44,9% e 24,1%, respectivamente).
EXPORTAÇÕES
Ainda segundo a Conab, as exportações brasileiras de frutas somaram 1,3 milhão de toneladas em 2025, com avanço de 19,7% em relação a 2024. A receita dos embarques aumentou 29%, na comparação, para US$ 1,6 bilhão. O melhor desempenho foi impulsionado por mangas, melões, melancias, limões e limas, que representaram cerca de 73,5% do total. O principal destino das frutas do Brasil no exterior no ano passado foi a União Europeia.
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