Evolução da colheita da safra 2024/25 faz fretes dos grãos subirem no país

Conab aponta altas expressivas em janeiro na comparação com dezembro, e pressão continua
Fernando Lopes

Como acontece todos os anos, o início da colheita de soja desta safra 2024/25 motivou a alta dos preços dos fretes para o transporte de grãos no país em janeiro. Segundo boletim divulgado na sexta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), dos polos agrícolas de Mato Grosso para os principais entrepostos e portos exportadores a valorização em relação a dezembro variou de 16% a 49%. Mas, como a colheita atrasou no Estado no início do ano, há variações positivas e negativas de preços na comparação com janeiro de 2024.

“Com a intensificação repentina da colheita, que chegava perto de 15% no fechamento de janeiro, nossas fontes relatam que os valores têm sido reajustados com maior frequência e em maior magnitude, e os próximos 30 dias serão bastante intensos no que diz respeito a disputa por caminhões e reajuste de preços de fretes, com o objetivo de conseguir transportar a enorme safra que começa a ser colhida”, informou a Conab.

Conforme a Conab, de Sorriso (MT) ao porto de Santos (SP) o frete atingiu, em média, R$ 460 por tonelada em janeiro de 2025, ante R$ 390 em dezembro e R$ 500 em janeiro de 2024. De Sorriso ao porto de Paranaguá (PR), a média chegou a R$ 430 em janeiro, acima dos R$ 370 de dezembro e abaixo dos R$ 480 de janeiro do ano passado.

No Paraná, segundo maior Estado produtor de grãos do país, atrás apenas de Mato Grosso, os preços dos fretes também subiram em janeiro, na maioria das rotas. De Campo Mourão (sede da Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina) até Paranaguá, o valor médio chegou a R$ 150 por tonelada, contra R$ 135 um ano antes.

“O aumento dos fretes neste início de ano é um movimento esperado, uma vez que é o período do início da colheita da soja. Em 2025, o desafio se apresenta uma vez que há a perspectiva de uma produção recorde. Aliado a isso, foi registrada alta nos preços dos combustíveis, parte importante dos custos de transporte, o que traz uma perspectiva de que os fretes sigam subindo para os primeiros meses do ano”, afirma o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, no boletim da estatal.

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