TerraMagna faz spin-off e coloca no mercado a TM Digital

Grupo separa operação de crédito da área tecnológica e coloca no mercado nova empresa para prestar serviços a distribuidores
Fernando Lopes
Rodrigo Marques, cofundador da TerraMagna e Carolina Vergeti, diretora da TM Digital (Foto: Digulgação)

Com oito anos de vida, a TerraMagna, maior fintech de crédito rural do Brasil, fez seu primeiro spin-off. A agtech que nasceu para oferecer novas modalidades de crédito ao setor agropecuário, tendo como base a tecnologia e análise de dados, está separando sua área tecnológica e dividindo a operação.

A partir desta semana começa a operar a TM Digital, uma nova empresa que terá como principais clientes revendas e o mercado de distribuidores agrícolas. Toda a tecnologia desenvolvida pela própria TerraMagna desde sua fundação na análise e concessão de crédito ao setor passa a ser disponibilizada agora ao mercado.

“Nós também temos dores comuns aos distribuidores de insumos, porque fornecemos e cobramos operações financeiras agrícolas, o crédito propriamente dito”, disse ao NPagro Carolina Vergeti, diretora da TM  Digital.

Na prática, a TerraMagna passa a ser cliente da TM Digital, que vai prestar serviço de análise de crédito e mitigação de riscos no agronegócio à irmã mais velha. “Financiamento fica com o negócio crédito, enquanto que a TM Digital fica com o negócio de tecnologia”, disse Carolina.

Até o fim de 2025, a TM Digital espera que a plataforma analise o risco de R$ 18 bilhões em operações dos seus clientes. A ideia é que o software não apenas ofereça acesso a uma base de dados, mas entregue um rating do produtor, limites de crédito sugeridos, sugestão de garantias a serem exigidas e formas de acompanhar a operação.

“Temos uma capacidade muito grande de reduzir inadimplência e conseguir trazer informações estratégicas em tempo hábil para toda de decisões assertivas do lado do distribuidor”, disse  Carolina.

A TerraMagna nasceu em 2017 como uma agtech voltada para analisar o risco de operações de crédito ao setor rural. Usando tecnologia, imagens de satélite, informações climáticas, entre outras variáveis, passou a atuar na concessão de crédito. Em 2023, a carteira de crédito ficou na casa de R$ 1,5 bilhão.

Em meados de 2023, a TerraManga começou a conceder crédito, captando recursos com grandes investidores. A empresa estruturou um Fidc para a Agrogalaxy, onde levantou inicialmente R$ 500 milhões. No primeiro semestre de 2024, chegou ao primeiro bilhão com novos aportes.

“A TerraMagna expandiu muito o financiamento que ela fornecia ao mercado por meio da criação de fundos exclusivos de alguns clientes. Começamos com a Agrogalaxy, mas temos outros clientes que entraram nesse processo de abrir fundos próprios. Em 2024, crescemos quase três vezes o volume de crédito sob gestão”, disse ao NPagro Rodrigo Marques, cofundador da TerraMagna.

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