Lucro líquido da SLC Agrícola caiu 54% no 1º trimestre; Ebitda recuou 26%

Receita líquida da empresa, uma das maiores produtoras de grãos e algodão do país, diminuiu 2,7%, para R$ 2,3 bilhões
Fernando Lopes

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e algodão do país, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 236,1 milhões, em queda de 53,8% em relação a igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 26,3%, para R$ 695,2 milhões, e sua receita líquida recuou 2,7%, para R$ 2,268 bilhões.

Segundo a SLC, a piora dos resultados foi motivada, em larga medida, por uma redução de R$ 132,5 milhões no resultado bruto do conjunto das culturas, com exceção de milho e sementes. “A soja foi o principal vetor desse desempenho, impactada pelo mix de fazendas com faturamento no trimestre, cuja produtividade ficou abaixo da média consolidada da companhia”, informou.

A empresa espera que a compressão de margem observada de janeiro a março seja revertida neste e nos próximos trimestre, “à medida que sejam reconhecidos volumes das fazendas com produtividades superiores ao projeto”. Também colaborou para a redução dos resultados no primeiro trimestre um incremento de despesas administrativas e comerciais.]

O primeiro trimestre da SLC também foi marcado pela realização dos pagamentos finais das aquisições de terras da Fazenda Paladino (R$ 361,5 milhões) e de outra propriedade em Unaí, em Minas Gerais (R$ 95 milhões). A dívida líquida da companhia encerrou março em R$ 6,6 bilhões, R$ 1,3 bilhão a mais que um ano antes, e sua alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) subiu de 1,97 vez para 2,72 vezes na comparação entre os primeiros trimestres.

A área plantada da SLC nesta safra 2025/26 foi calculada no primeiro trimestre em 830,3 mil hectares, com destaque para soja (comercial + semente), com 424,7 mil hectares, algodão (primeira e segunda safras), com 191,3 mil hectares, e milho safrinha, com 155,7 mil hectares. A colheita de soja já terminou, e a produtividade média das lavouras da companhia bateu novo recorde (4.146 quilos por hectare).

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