Abate de bovinos cresce e contraria tendência de retração da oferta

Dados do primeiro trimestre mostram aumento, tanto em comparação ao mesmo período de 2024, quanto sobre o trimestre anterior
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

Tudo indicava que o abate de bovinos no primeiro trimestre de 2025 fosse cair, confirmando a tendência iniciada nos últimos três meses do ano passado. Não foi o que aconteceu. Os novos dados do IBGE indicam aumento dos abates no início deste ano.

Entre janeiro e março, passaram pelos frigoríficos brasileiros 9,71 milhões de cabeças. Esse volume representa um crescimento de 3,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, ou seja, cerca de 360 mil cabeças a mais na comparação.

Mais do que o crescimento na comparação anual, o resultado do primeiro trimestre mostra que o fim do ciclo de oferta abundante de animais talvez não tenha chegado ao fim como se sinalizou. Em relação ao quarto trimestre de 2024, houve um crescimento de 2,4%.

No quarto trimestre do ano passado, foram abatidas 9,48 milhões de cabeças. Ainda que elevado, o número representou a primeira queda após quase dois anos consecutivos de incremento no número de animais abatidos.

À época, esse recuo foi visto como o início de um novo ciclo pecuário, onde os produtores passariam a reter suas fêmeas para produzir bezerros, diante de preços mais atraentes. Com menos fêmeas disponíveis, o número de animais disponíveis às indústrias tenderia a cair ainda mais.

O IBGE também divulgou os dados de abates de frangos e suínos. No primeiro trimestre de 2025, foram abatidas 1,63 bilhão de cabeças de frango. O número representa um crescimento de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024 e incremento de 0,9% na comparação ao trimestre imediatamente anterior.

No caso dos suínos, foram abatidas 14,25 milhões de cabeças entre janeiro e março deste ano.  O número é 1,4% maior que o registrado no mesmo trimestre do ano passado, porém 0,2% inferior ao quarto trimestre de 2024.

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