Exportações do agro brasileiro somaram quase US$ 15 bilhões em abril

Receita foi 0,4% maior que a do mesmo mês de 2024, graças ao aumento dos preços de produtos como café e carne bovina
Fernando Lopes

As exportações do agro brasileiro renderam US$ 14,96 bilhões em abril, 0,4% mais que no mesmo mês de 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. De acordo com informações divulgadas pela Pasta, o resultado foi garantido por um aumento de 3,9% do índice de preços dos embarques, uma vez que o índice de volumes caiu 3,4%. As importações do setor, por sua vez, somaram US$ 1,69 bilhão, uma queda de 2,4% na comparação.

Como de costume, as exportações do mês passado foram encabeçadas pela soja em grão, que foi responsável por quase 40% do total. O volume chegou a 15,27 milhões de toneladas, segunda melhor marca mensal da série histórica. Mas, neste caso, o preço médio das vendas caiu – 9,7% ante abril de 2024, para US$ 386,5 por tonelada.-, e, com isso, a receita obtida recuou 6,1%, para US$ 5,9 bilhões. Conforme o ministério, a China foi o destino de 70,6% do volume embarcado.

O café verde ficou em segundo lugar no ranking dos produtos mais exportados, com receita de US$ 1,25 bilhão, 36,3% superior à registrada em abril do ano passado. O avanço foi puxado pelo forte aumento dos preços da commodity, que superou 100%. O volume das vendas, em contrapartida, diminuiu 31,9%, para 173,1 mil toneladas. O ministério realçou que essa queda foi puxada pela menor demanda da União Europeia, que diminuiu 45,5% na comparação e se limitou a 74,8 mil toneladas.

Os embarques de carne bovina in natura, por sua vez, bateram recorde em volume e valor em abril. O volume cresceu 16,3% ante o mesmo mês de 2024,para 241,6 mil toneladas, ao passo que a receita subiu 29,1%, para US$ 1,22 bilhão. Como já informou o NPagro, embora a China seja o principal destino das exportações do segmento, o destaque foi o salto das vendas aos Estados Unidos, que atravessam um período de escassez de oferta de gado. Os americanos compraram um volume quase dez vezes maior que em abril do ano passado (44,2 mil toneladas), e pagaram US$ 229,5 milhões pelos cortes brasileiros.

O farelo de soja ficou em quarto lugar entre os produtos mais exportados pelo agro do país em abril, ainda que a receita tenha caído 10,6% em relação a um ano antes, para US$ 788 milhões. Como o preço médio das vendas diminuiu de 13,3%, suplantou com folga o reflexo positivo do avanço do volume – 3,1%, para 2,2 milhões de toneladas. UE, Indonésia e Tailândia absorveram quase 90% da receita registrada.

Em quinto lugar veio a carne de frango in natura, com exportações de 407 mil toneladas (-11,4%), ou US$ 777,01 milhões (-6,7%). A baixa foi determinada por importações menores de países como China, Japão, Qatar e Hong Kong, segundo o Ministério da Agricultura. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, China, Japão e UE foram os principais mercados para a carne de frango in natura brasileira no exterior em abril.

Celulose, açúcar bruto, algodão, carne suína in natura e suco de laranja completam a lista dos dez principais produtos exportados pelo agro brasileiro no mês passado. Incluindo todos os produtos, a China continuou a ser o principal destino dos embarques setoriais, com compras que somaram US$ 5,5 bilhões no mês passado, ou 36,5% do valor total. No primeiro quadrimestre, os embarques do agro totalizaram o recorde de US$ 52,7 bilhões, 1,4% mais que em igual intervalo de 2024.

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