Depois de terem sentido os reflexos das queimadas que atingiram os canaviais da região Centro-Sul no ano passado, as usinas de cana começaram a nova safra com índices de produtividades inferiores aos de 2024.
Dados do Programa de Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mostram que a produtividade média das usinas em abril foi de 72,7 toneladas de cana por hectare. O volume representa uma queda de 16,6% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Mas não é apenas o volume de cana que está menor. O ATR (Açúcar Total Recuperado), matéria-prima para produção de açúcar e etanol, também está 3% menor em relação ao ciclo anterior. Segundo o CTC, o ATR medido em abril foi de 112 quilos em cada tonelada de cana colhida.
Como consequência, o TAH (toneladas de ATR por hectare) deve ficar em 8 toneladas, uma redução de 20% frente à safra passada.
O déficit hídrico acumulado gira em torno de 300 milímetros, valor considerado dentro da normalidade histórica. Já o risco de florescimento é considerado baixo para esta safra, com maior probabilidade de ocorrência restrita ao Triângulo Mineiro e Goiás.
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