Aquisições elevam valor do portfólio de terras da SLC para R$ 13,4 bilhões

Segundo avaliação da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu, montante é R$ 1,8 bilhão maior que o de um ano atrás
Fernando Lopes

O portfólio de terras de propriedades da SLC, uma das maiores produtoras de grãos e fibras do país, acaba de ser avaliado em R$ 13,4 bilhões pela consultoria Deloitte Touche Tohmatsu, com aumento de 15,6%, ou R$ 1,8 bilhão, em relação ao mesmo período de 2024. Com isso, o valor médio do hectare agricultável da empresa chega a R$ 58.960, e o valor líquido de seus ativos totais alcança R$ 14,6 bilhões.

Segundo a SLC, a avaliação considera apenas terras nuas, e não inclui prédios, instalações benfeitorias e maquinários. Os novos números foram apresentados esta semana, antes do encontro promovido pela companhia com analistas na Fazenda Pamplona, em Cristalina (GO), na quarta-feira. Grande produtora de soja e milho, a Pamplona foi a primeira fazenda adquirida pela SLC no Cerrado, em 1980.

O incremento do valor do portfólio de terras da SLC reflete sobretudo aquisições. Em março, a companhia anunciou a compra da participação de 47,8% que ainda não detinha na SLC-MIT Empreendimentos Agrícolas, até então uma joint venture formada com a japonesa Mitsui. Na safra 2024/25, a área plantada da SLC-MIT totalizou 54,8 mil hectares, em duas propriedades – em São Desidério (BA) e Porto dos Gaúchos (MT). A unidade baiana, com 40 mil hectares, era de uma subsidiária da Mitsui e foi comprada pela SLC, e a mato-grossense já pertencia à SLC.

Paralelamente, a SLC anunciou também a aquisição de outra propriedade do grupo Mitsui – em Unaí (MG), com pouco menos de 8 mil hectares. Uma semana antes, a companhia havia divulgado a compra da Sierentz Agro Brasil, negócio concluído recentemente que agrega à companhia cerca de 100 mil hectares (primeira e segunda safras) no Maranhão, no Piauí e no Pará. Com as aquisições, a empresa dará partida à safra 2025/26 com quase 840 mil hectares no total.

A SLC encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 510,7 milhões, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 943,7 milhões e receita líquida de R$ 2,3 bilhões. O Capex da empresa no período superou R$ 1 bilhão.  

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