Governo prorroga por 24 meses taxa de 10,8% sobre importação de borracha natural

Com a medida, expectativa é que área de cultivo aumente e o Brasil consiga se tornar autossuficiente
Fernando Lopes

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou, em reunião realizada na semana passada, a prorrogação, por 24 meses, da alíquota de 10,8% que incide sobre as importações brasileiras de borracha natural. De 40% a 50% da demanda do país por borracha natural é atendida com importações.

“A medida fortalece a política comercial brasileira ao proteger a indústria nacional da concorrência de países do Sudeste Asiático, reduzir impactos sobre a heveicultura e incentivar a produção interna, contribuindo para maior equilíbrio de mercado”, informou o Ministério da Agricultura, em nota.

Segundo a Pasta, “a prorrogação da alíquota contribui diretamente para a valorização da produção nacional, garantindo melhores condições de preço ao produtor brasileiro e estimulando a produção interna até alcançar a autossuficiência”. O Brasil produz, em média, 370 mil toneladas de borracha natural por ano.

De acordo com dados do ministério, o Estado de São Paulo responde por pouco mais de 60% da produção doméstica, seguido Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Espírito Santo. Nos últimos cinco anos, a oferta nacional supriu, em média, 57% da demanda interna, e as importações vieram sobretudo de Indonésia, Tailândia, Costa do Marfim e Malásia.

O ministério destacou, finalmente, que a prorrogação da tarifa de importação também está alinhada ao Plano Nacional de Fomento à Borracha Natural, “que promove a bioeconomia, incentiva práticas sustentáveis e reforça a competitividade do setor”.

Nova cota dos EUA para carne bovina brasileira alivia reflexos negativos da salvaguarda chinesa

Cota de 1,1 milhão de toneladas livre de tarifa adicional de 55% estabelecida por Pequim para o Brasil em 2026 já foi preenchida

Coamo amplia investimentos em operações industriais e verticalização de processos

Cooperativa com sede em Campo Mourão (PR) planeja aporte de R$ 500 milhões para dobrar fábrica de óleo de soja em Paranaguá

Produção brasileira de carnes deverá crescer em 2026 e 2027, aponta Conab

Aumentos serão puxados pelas carnes suína e de aves, uma vez que para a carne bovina a tendência é de queda

NPagro Clima: NOAA confirma ocorrência do “Super” El Niño

Amanda Balbino, da Ampere Meteorologia, analisa origens e reflexos do fenômeno

Resenha NPagro: A nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental na berlinda

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023