Mesmo diante de uma elevada volatilidade, o mercado de créditos de descarbonização (CBios) começou a dar sinais de reação na B3. Segundo a Consultoria Agro do Itaú, os CBios iniciaram setembro negociados a R$ 32 e chegaram ao patamar de R$ 50, mas voltaram a cair e encerraram o mês a R$ 41. Com isso, a média do ano-meta 2025 alcançou R$ 63,30 por crédito, ainda em queda de 22% em relação ao ano-meta 2024.
“[O comportamento dos preços em setembro] pode ser visto como uma recuperação do pessimismo exagerado que tomou conta do mercado após uma nova sequência de judicializações em agosto, que reduziu significativamente o efeito da legislação mais rigorosa contra as distribuidoras inadimplentes no “PL do CBios”. No entanto, a forte venda dos produtores de biocombustíveis reforça a elevada oferta de créditos neste ano. O que se observa no mercado de créditos de descarbonização é reflexo das fortes vendas de biocombustíveis”, avalia o banco.
Foram negociados no mês passado 8,58 milhões de CBios, 45% mais que em agosto e volume relativamente estável ante setembro de 2024. Assim, nos nove primeiros meses de 2025 o volume acumulado chegou a 63,2 milhões de créditos, 3% menos que em igual intervalo do ano passado. Já o volume depositado atingiu 3,44 milhões de créditos em setembro, 1% abaixo do nível de agosto mas 12% acima de setembro de 2024. De janeiro a agosto, os depósitos somaram 31,79 milhões de Cbios, em alta de 3%.
A parte obrigada aposentou 5,87 milhões de contratos em setembro, totalizando 18,36 milhões de CBios no ano-meta 2025. Assim, os estoques de créditos de descarbonização no mercado caíram 2,43 milhões de CBios, totalizando 30,0 milhões de créditos em 30 de setembro. Os estoques nas mãos da parte obrigada caíram 1,75 milhão de CBios, para 14,19 milhões. Já os emissores do crédito reduziram as suas posições em 819 mil CBios no mês, totalizando 15,39 milhões de títulos. A parte obrigada já comprou 32,53 milhões de CBios no ano, considerando os 181 mil aposentados adiantadamente, frente aos 49,5 milhões de CBios das metas individualizadas descontados os contratos de longo prazo”, informou o Itaú BBA.
A Consultoria Agro do banco estima que serão gerados a partir do etanol 34,0 milhões de CBios em 2025, contra 7,7 milhões de créditos gerados a partir do biodiesel. “Somando os 0,2 milhões de créditos gerados pelo uso do bio-GNV, o total gerado em 2025 deverá ser de 41,9 milhões de CBios, montante 1,1 milhão de créditos acima da nossa estimativa anterior”, concluiu o banco.
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