As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 189,2 mil toneladas equivalentes ao produto concentrado e congelado (FCOJ) e renderam US$ 713,6 milhões nos primeiros três meses da safra atual (2025/26), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Em relação ao período entre julho e setembro do ano passado, o volume caiu 4,4% e a receita foi 17,6% menor.
Em parte, as quedas refletem um início de safra atípico no cinturão citrícolas que se espalha por São Paulo e Minas Gerais, como destaca Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, em nota. Isso porque, até meados de agosto, apenas 25% da colheita de laranja prevista havia sido de fato concluída, basicamente por causa do frio, que retardou a maturação dos frutos. No mesmo período do ano passado, os trabalhos da temporada 2024/25 já estavam muito mais acelerado e o percentual era de 50%.
“O mercado está mais exigente quanto à qualidade, o que implica frutas com maturação correta — e isso afeta o ritmo de colheita e processamento”, afirma Netto. Segundo ele, esse cenário influencia diretamente o ritmo de produção de suco e, consequentemente, as exportações neste início de safra.
Os Estados Unidos, que incluíram o suco de laranja na lista de produtos que escaparam da tarifa adicional de 40% que passou a incidir sobre as importações brasileiras em agosto, foi o principal destino dos embarques entre julho e setembro. O país comprou 92,7 mil toneladas de suco de laranja do Brasil, um aumento de 37,7% ante o primeiro trimestre do ciclo 2024/25, com desembolsos de US$ 310,2 milhões, 17,3% superiores. A União Europeia veio em seguida, com 88,9 mil toneladas (-22,8%), ou US$ 363,4 milhões (-31%).
Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente
Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento