Plantio de soja segue em ritmo forte no Paraná e em Mato Grosso

Segundo a consultoria AgRural, trabalhos já foram concluídos em 14% da área prevista para o país nesta safra 2025/26
Fernando Lopes
(foto: Tony Oliveira/Sistema CNA/Senar)

Ainda impulsionado sobretudo pelo Paraná, o plantio de soja foi concluído em 14% da área total estimada para esta safra 2025/26 até a última quinta-feira, conforme levantamento da AgRural. Na semana anterior o percentual estava em 9%, e no mesmo período do ano passado, quando estava em jogo a semeadura do ciclo 2024/25, eram 8%. O ritmo atual é o terceiro mais rápido da série histórica da consultoria, atrás apenas dos registrados nas temporadas 2018/19 e 2023/24.

“Apesar de as chuvas ainda estarem irregulares, Mato Grosso teve um avanço melhor que o esperado durante a semana. Mesmo assim, quem continuou puxando o ritmo do Brasil foi o Paraná, que vem contando com clima favorável desde o início da safra e tem até aqui o plantio mais acelerado de sua série histórica”, realçou a AgRural, em nota. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Paraná, o plantio deverá continuar a evoluir aceleradamente no Estado nas próximas semanas. 

Conforme as primeiras estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra atual, divulgadas em meados de setembro, a área plantada de soja deverá alcançar 49 milhões de hectares neste ciclo, com aumento de 3,7% ante 2024/25. No cenário traçado pela estatal, a colheita tende a crescer 3,6% e alcançar o recorde de 177,7 milhões de toneladas. Mas se o clima continuar favorável, o resultado poderá ser ainda melhor. Novas estimativas de safra da Conab e também do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) serão divulgados amanhã  

Para a empresa de informações financeiras StoneX, a colheita brasileira chegará a 178,6 milhões de toneladas em 2025/26. De acordo com os números mais recentes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em setembro, o volume alcançará 175 milhões de toneladas. Com isso, apontou o órgão americano, o Brasil continuará a encabeçar a produção global de soja, à frente dos EUA (117,1 milhões de toneladas) e Argentina (48,5 milhões).

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