Lucro líquido da MBRF caiu 62% no 3º trimestre; Ebitda recuou 8,6%

Receita líquida da empresa, resultado da fusão entre Marfrig e BRF, aumentou 9,2%, para R$ 41,8 bilhões
Fernando Lopes

A MBRF, gigante de proteínas resultante da fusão entre Marfrig e BRF, encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 94 milhões, com queda de 62% em relação a igual intervalo de 2024. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 8,6%, para R$ 3,503 bilhões, e sua receita líquida cresceu 9,2%, para R$ 41,766 bilhões.

Segundo a MBRF, 47% de sua receita líquida veio das operações da Marfrig na América do Norte, enquanto as operações da Marfrig na América do Sul representaram 14% e a BRF respondeu por 39%. Já a participação da receita líquida em dólar, (soma das receitas da BRF na América do Norte, das exportações da Marfrig na América do Sul e dos embarques da BRF) alcançou 73%. A fatia dos EUA nas vendas totais foi de 45%, enquanto a do Brasil atingiu 25%.

A companhia creditou a queda do Ebitda ajustado aos reflexos negativos sobre a BRF dos bloqueios temporários de dezenas de importadores às exportações brasileiras de carne de frango, em virtude da confirmação de um caso de influenza aviária de alta patogenicidade – já superado – em Montenegro (RS), em maio. Os embargos começaram a ser retirados em junho, mas a China, por exemplo, só agora anunciou a retomada das compras da proteína. Mesmo assim, 71% do Ebitda foi resultado da BRF.

O resultado financeiro consolidado da MBRF levando-se em conta variação cambial foi negativo em R$ 1,412 bilhão, 2,7% menor do que entre julho e setembro de 2024. O fluxo de caixa operacional consolidado foi positivo em R$ 3,319 bilhões, os investimentos consolidados alcançaram R$ 1,409 bilhão e o montante caixa com despesas financeiras consolidadas somou R$ 1,355 bilhão. Como resultado, informou a companhia, o fluxo de caixa livre recorrente, excluindo a compra de ações da BRF, foi positivo em R$ 555 milhões.

De acordo com a empresa, sua dívida dívida consolidada encerrou setembro em R$ 41,349 bilhões. “Durante o terceiro trimestre de 2025, foram recomprados, por meio do programa aberto da Marfrig, R$ 120,5 milhões em ações e foram investidos em compras adicionais visando aumento de participação no capital da BRF, um montante de R$ 412,5 milhões, além de R$ 198,5 milhões referente ao pagamento do direito de recesso no processo da incorporação. No trimestre, também foram distribuídos R$ 3,846 bilhões em proventos”, informou. O índice de alavancagem em real ficou em 3,09 vezes.

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