A Lavoro, que controla uma das maiores redes de distribuição de insumos agrícolas do país, informou nesta quarta-feira que seu plano de recuperação extrajudicial foi homologado pela Justiça de São Paulo.
Nesse contexto, a empresa controlada pelo Pátria anunciou também que avança em um plano de venda de ativos da divisão Crop Care e que seu atual CEO, Ruy Cunha, deixará o cargo e será substituído por Marcelo Pessanha a partir de 1º de dezembro.
Segundo a Lavoro, credores que representam 67% do valor da dívida da companhia com fornecedores apoiam o plano apresentado, entre os quais empresas de insumos como Adama Brasil, UPL Brasil, FMC Agrícola, BASF, Ourofino e EuroChem.
No total, as dívidas da Lavoro somam cerca de R$ 2,5 bilhões. A venda de ativos da divisão industrial Crop Care deverá envolver as controladas Agrobiológica, Cromo Química e Union Agro. A Perterra, que importa defensivos agrícolas, está fora do pacote.
Como parte dos esforços para reduzir o endividamento e recuperar rentabilidade, a Lavoro também já reduziu neste ano sua rede de distribuição de insumos, com o fechamento de cerca de 70 lojas.
A Lavoro encerrou o primeiro trimestre de seu atual exercício, em setembro, com vendas de R$ 2,1 bilhões, em queda de 13% ante igual intervalo do ano-fiscal passado. Na mesma comparação, o prejuízo ajustado da companhia cresceu de R$ 8,8 milhões para R$ 48,5 milhões.
Da receita total registrada entre julho e setembro, a rede varejista brasileira foi responsável por R$ 1,5 bilhão, a distribuição de insumos em outros países da América Latina representaram R$ 337 milhões e a Crop Care, R$ 293,7 milhões.
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