A aquecida demanda da China levou as exportações de carne bovina do país a registrarem forte aumento em novembro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o volume dos embarques de carne bovina in natura e industrializada, miudezas comestíveis e outros subprodutos somou 361,9 mil toneladas, 30% mais que no mesmo mês de 2024, enquanto a receita das vendas chegou a US$ 1,874 bilhão, com incremento de 50%.
Com isso, de janeiro a novembro as exportações atingiram 3,5 milhões de toneladas e renderam US$ 16,53 bilhões, com altas de 19% e 37,5% ante igual intervalo do ano passado. De acordo com a Abrafrigo, em 2025 como um todo as vendas do segmento ao exterior tendem a se aproximar de 4 milhões de toneladas e gerar divisas superiores a US$ 18 bilhões, um novo recorde histórico mesmo com o tarifaço temporário dos Estados Unidos, que afetou os embarques ao país entre agosto e novembro.
Nos primeiros 11 meses do ano, as vendas para a China alcançaram 1,5 milhão de toneladas, 23,7% mais que de janeiro a novembro de 2024. O valor das vendas ao país asiáticos cresceu 48% na comparação, para US$ 8 bilhões. Isso porque o preço médio das cargas enviadas ao mercado chinês subiu 19,5%, para US$ 5.355 por tonelada.
“Esse aumento nos preços médios reflete movimentos nos preços do boi gordo no Brasil, que vêm subindo em virtude de fatores como uma mudança no ciclo pecuário, que sinalizam para uma oferta mais restrita da matéria-prima e preços mais elevados no próximo ano. Somado a isso, há preocupações no mercado com possíveis restrições ao comércio que venham a ser decretadas pelo governo chinês em razão do processo de investigação de salvaguardas que vem sendo conduzido pelo Ministério do Comércio do país asiático, previsto para ser concluído no dia 26 de janeiro de 2026, após duas prorrogações ocorridas em agosto e novembro deste ano”, realçou a Abrafrigo.
A entidade realça, ainda, que a receita das exportações aos EUA, mesmo em queda nos últimos meses, alcançou US$ 1,889 bilhão nos primeiros 11 meses de 2025, um avanço de 26,7% ante o mesmo intervalo de 2024. O fluxo das vendas ao país da América do Norte começou a se normalizar neste mês, e as perspectivas são de que a demanda dos EUA continue firme diante da oferta restrita de gado em seu mercado. Já as vendas para a União Europeia aumentaram 70,9% em receita e 52% em volume de janeiro a novembro, para US$ 946,9 milhões e 116,3 mil toneladas (US$ 8.380 por tonelada).
Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente
Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento