Kepler Weber volta a estender prazo de negociação para eventual fusão com GPT Brasil

Exclusividade nas tratativas para união com subsidiária de multinacional americana agora vai até 27 de fevereiro
Fernando Lopes

A Kepler Weber, líder em equipamentos para armazenagem e soluções em pós-colheita de grãos na América Latina, informou nesta quarta-feira que voltou a estender, desta feita até 27 de fevereiro, o prazo de exclusividade das negociações para uma eventual fusão com a GSI Brasil Indústria e Comércio de Equipamentos Agropecuários (GPT Brasil), controlada pela americana A-AG Topco Holdco (GPT).

A ideia é que, se a transação proposta pela GPT de fato sair do papel, 100% das ações ordinárias de emissão da Kepler Weber sejam incorporadas por uma sociedade controlada pela GPT Brasil, a MergerSub. Como foi informado anteriormente, para cada ação incorporada, seu titular receberá uma ação preferencial obrigatoriamente resgatável (classes A ou B) de emissão da MergerSub. Cada ação preferencial classe A da MergerSub será resgatada mediante pagamento, em dinheiro, de R$ 11. Já a ação classe B será resgatada mediante entrega a seu titular de 0,4662 ação ordinária de emissão da GPT Brasil, além do pagamento de R$ 8,01, em dinheiro.    

Dessa forma, e desde que seus acionistas aprovem, a Kepler Weber se tornará uma subsidiária integral da MergerSub, com a sua consequente saída do Novo Mercado da B3. A empresa poderá ter o seu registro de companhia aberta perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) convertido para a categoria “B” ou cancelado, a critério da GPT. 

Com faturamento anual da ordem de US$ 1 bilhão, a GPT, que até o fim de 2024 era uma divisão da gigante de máquinas agrícolas AGCO, é uma fornecedora global de equipamentos para armazenagem de grãos e sementes e de sistemas de alimentação, ventilação e controle para a produção de proteínas. 

Conta com 14 unidades de produção na América do Norte, no Brasil, na Europa e na Malásia, com cerca de 3,2 mil colaboradores, e mantém vendas em mais de 100 países. Para chegar ao tamanho que tem atualmente, a GPT realizou 16 aquisições desde o início da década de 1970, inclusive no Brasil – a Agromarau, em 1998.

A Kepler Weber, por sua vez, tem expandido e diversificado sua atuação nos últimos anos, tanto geograficamente, com foco na América do Sul, quanto com novos produtos e negócios, como o aluguel de estruturas de armazenagem. A empresa encerrou os nove primeiros meses de 2025 com receita líquida de R$ 1,1 bilhão, Ebitda de R$ 164,4 milhões e lucro líquido de R$ 91,5 milhões.

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