Embora a produção brasileira de algodão caminhe para diminuir quase 10% nesta safra 2025/26, as vendas do produto ao exterior tendem a manter um ritmo forte, segundo estimativas divulgadas nesta quinta-feira pela Anea, entidade que representa os exportadores do país.
Em sua primeira reunião bimestral do ano, a Anea projetou os embarques deste ano em 3,225 milhões de toneladas, 6,5% mais que em 2025. Desse total, 1,575 milhão de toneladas deverão ser embarcadas neste primeiro semestre, com aumento de 5,4% ante igual intervalo do ano passado, e 1,65 milhão entre julho e dezembro, com alta de 7,7%.
“O Brasil dispõe de capacidade portuária suficiente para sustentar esses volumes, especialmente a partir de julho, período em que, por ser safra do Hemisfério Sul, o país se torna mais competitivo. E o país reúne condições logísticas para ampliar os embarques no segundo semestre, apesar de gargalos pontuais, como desafios operacionais no porto de Santos”, realçou a Anea, em nota.
Com estoques de passagem fartos – calculados em 2,899 milhões de toneladas em 31 de dezembro de 2025 (21% acima de um ano antes) e previstos em 2,817 milhões de toneladas no fim de 2026 – e demanda doméstica anual estável em cerca de 750 mil toneladas, o excedente exportável não será um problema, mas os preços mais baixos preocupam o segmento.
Esse cenário adverso de cotações e margens de produção, aliás, colabora para a estimativa da entidade de redução de 9,1% da colheita nesta temporada 2025/26, para 3,873 milhões de toneladas. Além disso, o excesso de chuvas neste momento em Mato Grosso, que lidera a produção nacional, também poderá afetar o volume final estimado.
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