Mesmo com produção em queda, exportações de algodão deverão crescer em 2026

Segundo a Anea, avanço em relação a 2025 será de 6,5%, para 3,225 milhões de toneladas
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

Embora a produção brasileira de algodão caminhe para diminuir quase 10% nesta safra 2025/26, as vendas do produto ao exterior tendem a manter um ritmo forte, segundo estimativas divulgadas nesta quinta-feira pela Anea, entidade que representa os exportadores do país.

Em sua primeira reunião bimestral do ano, a Anea projetou os embarques deste ano em 3,225 milhões de toneladas, 6,5% mais que em 2025. Desse total, 1,575 milhão de toneladas deverão ser embarcadas neste primeiro semestre, com aumento de 5,4% ante igual intervalo do ano passado, e 1,65 milhão entre julho e dezembro, com alta de 7,7%.

“O Brasil dispõe de capacidade portuária suficiente para sustentar esses volumes, especialmente a partir de julho, período em que, por ser safra do Hemisfério Sul, o país se torna mais competitivo. E o país reúne condições logísticas para ampliar os embarques no segundo semestre, apesar de gargalos pontuais, como desafios operacionais no porto de Santos”, realçou a Anea, em nota.

Com estoques de passagem fartos – calculados em 2,899 milhões de toneladas em 31 de dezembro de 2025 (21% acima de um ano antes) e previstos em 2,817 milhões de toneladas no fim de 2026 – e demanda doméstica anual estável em cerca de 750 mil toneladas, o excedente exportável não será um problema, mas os preços mais baixos preocupam o segmento.

Esse cenário adverso de cotações e margens de produção, aliás, colabora para a estimativa da entidade de redução de 9,1% da colheita nesta temporada 2025/26, para 3,873 milhões de toneladas. Além disso, o excesso de chuvas neste momento em Mato Grosso, que lidera a produção nacional, também poderá afetar o volume final estimado.

BrasilAgro vende parte de fazenda localizada em Correntina, na Bahia

Ao mesmo tempo em que negociou quase 2,6 mil hectares, empresa arrendou outros 383,4 hectares na mesma propriedade

Acordo sanitário entre Japão e Argentina sobre carne pode beneficiar Minerva Foods

Maior exportadora de carne bovina da América do Sul conta com seis plantas na Argentina; início dos embarques depende de inspeções e habilitações

Mais um passo para a retomada das exportações de carne de aves e mel para a UE

Relatório de autoridades sanitárias europeias conclui que regulamentos e controles sanitários brasileiros cumprem exigências do bloco

NPagro Cast: Pesquisa e tecnologia a serviço do agro, com Paulo Eduardo Teodoro

Professor da UFMS fala sobre suas pesquisas para tornar a produção agrícola mais resiliente diante das mudanças climáticas

NPagro Cast: Os desafios para ampliar a produção de baru, o “Viagra do Cerrado”

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023