A colheita de soja alcançou 39% da área plantada no país nesta safra 2025/26 até a última quinta-feira, segundo levantamento da AgRural divulgado hoje. De acordo com a consultoria, na semana anterior o percentual estava em 30%, e no mesmo período do ciclo passado os trabalhos já haviam sido concluídos em 50% da área.
Em larga medida, o ritmo atual, o mais lento desde a temporada 2020/21, é resultado das chuvas que limitam os trabalhos das máquinas em boa parte dos polos produtivos do país. As precipitações arrefeceram em meados de fevereiro, mas voltaram a afetar o andamento da colheita na semana passada.
“Além de Mato Grosso, que já havia enfrentado excesso de chuva em outros momentos do mês de fevereiro, as precipitações da semana passada também dificultaram a colheita em diversos pontos de Goiás, Mato Grosso do Sul e Estados do Sudeste e do Norte/Nordeste do Brasil. A chuva também prejudica o escoamento da safra, especialmente entre Mato Grosso e portos do Arco Norte”, destacou a AgRural.
No Sul do país, informou a empresa, os trabalhos avançaram no Paraná, enquanto no Rio Grande do Sul as chuvas e a queda das temperaturas foram bem-vindas. “Mas o Estado, que tem calendário mais tardio, ainda precisa de mais volumes nas próximas semanas para evitar novas perdas de produtividade”, ressalvou.
A estiagem que antecedeu a volta das chuvas no Rio Grande do Sul foi o principal motivo que levou a AgRural a reduzir sua estimativa para a produção brasileira de soja em 2025/26. de 181 milhões para 178 milhões de toneladas. Mesmo assim, o volume, que está em linha com o previsto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), representa um novo recorde histórico. Em 2024/26, segundo a Conab, foram 171,5 milhões de toneladas.
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