Receita das exportações brasileira de café recuou quase 15% em fevereiro

Segundo o Cecafé, valor dos embarques alcançou pouco mais de US$ 1 bilhão; volume caiu 23,5%
Fernando Lopes

Os embarques de café do país alcançaram 2,618 milhões de sacas de 60 quilos e renderam US$ 1,062 bilhão em fevereiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em relação ao mesmo mês de 2025, o volume caiu 23,5% e a receita foi 14,7% menor.

No primeiro bimestre, com isso, o volume exportado chegou a 5,41 milhões de sacas, ou US$ 2,241 bilhões, com retrações de 27,3% e 13% ante igual intervalo de 2025. E nos oito primeiros meses da atual safra 2025/26, que teve início em julho do ano passado, as exportações atingiram 26,038 milhões de sacas, em baixa de 22,6% sobre o mesmo período do ciclo 2024/25, e geraram US$ 10,301 bilhões em divisas, uma redução de 5,3%.

Em nota, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, observa que o cenário de encolhimento das vendas de café brasileiro no exterior neste ano reflete sobretudo a acentuada e rápida queda das cotações da espécie arábica na bolsa de Nova York. Segundo ele, os fundos estão liquidando posições compradas “substancialmente”, antecipando uma disponibilidade bem maior do produto na próxima safra. 

Também influencia a tendência, segundo ele, o recuo expressivo do dólar frente ao real e a fato de que os produtores, capitalizados, com remanescente ajustado da safra corrente, “acaba por dosar a oferta brasileira a níveis não competitivos para novos negócios frente às demais origens”. Esse comportamento, realça, deve permanecer até a entrada da próxima safra e pode ser acentuado pelos conflitos no Oriente Médio e por gargalos logísticos em portos do Brasil.

“A tendência de recuperação é esperada a partir da próxima safra que se avizinha e já ocorre com o conilon, que conta com maiores estoques de passagem e cuja colheita comercializada a partir de maio será também importante. No caso do arábica, a expectativa de recuperação dos embarques é aguardada a partir de junho, com a chegada da nova safra, com volume bem mais relevante que a que se encerrará”, avalia Ferreira.

A Alemanha foi o principal destino das exportações brasileiras de café no primeiro bimestre deste ano, com compras de 786,6 mil sacas ((14,5% do total). Os Estados Unidos apareceram em segundo lugar, com 656 mil sacas, seguidos por Itália, com 568,6 mil, Bélgica, com 331,7 mil, e Japão, com 315,8 mil sacas. No total, o café arábica representou 81,8% do volume embarcado no primeiro bimestre, seguido pelo café solúvel (10,6%).

CTC inaugura unidade de produção de sementes de cana em Piracicaba

Fábrica absorveu investimentos de R$ 100 milhões e permite a ampliação da oferta da novidade, que promete revolucionar o plantio da matéria-prima

Conab revisa para cima produção de cana-de-açúcar no país na safra 2025/26

Segundo a estatal, volume alcançou 673,2 milhões de toneladas, ainda com queda de 0,5% em relação ao ciclo 2024/25

Coamo e Yara avaliam parcerias relacionadas a novo terminal portuário em SC

Projeto em Itapoá é um dos mais importantes da cooperativa paranaense; início das operações está previsto para 2030

Resenha NPagro: Cenário para o crédito no agro, com Renato Buranello

Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio analisa tendências para o setor

NPagro Cast: Valuation de terras agrícolas, com StoneX

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Indústria

Faturamento da C.Vale caiu 10% em 2024, mas sobras aumentaram 25%

Receita da cooperativa paranaense alcançou R$ 22 bilhões, prejudicada por grãos

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023