Preço da ureia já subiu 50% com a escalada dos conflitos no Oriente Médio

Segundo a Consultoria Agro do Itaú BBA, tonelada do nutriente era negociada por US$ 710 no fim da semana passada
Fernando Lopes

Os preços da ureia confirmaram as expectativas e continuam a ser os que mais sobem no mercado internacional e no Brasil com a continuidade dos conflitos no Oriente Médio. 

Segundo levantamento divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o nutriente derivado do nitrogênio, amplamente produzido no Oriente Médio e aplicado nas lavouras brasileiras, subiu 50% nos portos do país no período de 30 dias encerrado na quarta-feira passada, para cerca de US$ 710 a tonelada. Em relação ao fim de março de 2025, a alta beira 90%.

De acordo com o banco, o MAP (fosfato monoamônico) também segue pressionado pelas valorizações do enxofre e do ácido sulfúrico. No últimos 30 dias até quarta-feira, os preços do nutriente derivado do fosfato aumentaram 17%, para US$ 850 a tonelada. 

No caso do KCl (cloreto de potássio), a guerra tem tido pouca influência, e a tonelada do produto estão relativamente estáveis em torno de US$ 383 a tonelada. 

Embora os preços de algumas commodities também tenham subido na esteira dos conflitos, como grãos, algodão e açúcar, as altas foram menores e as relações de troca pioraram para os produtores rurais brasileiros.

Conforme o economista Fabio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector, em março as relações de troca tornaram-se particularmente desfavoráveis para produtores brasileiros de milho, algodão e cana. 

Os reflexos negativos dessa piora será tanto maior quanto mais durar a guerra. Para o milho, por exemplo, as compras de fertilizantes para a safrinha já estavam quase concluídas quando a alta dos preços dos fertilizantes teve início, e agora é possível esperar um pouco para a definição das compras para a próxima safra de verão. 

Caso haja um armistício nas próximas semanas, os danos tendem a ser limitados. O Brasil importa mais de 80% de sua demanda total por fertilizantes.

Produção de algodão deverá recuar 1,5% nesta safra, diz Agroconsult

Consultoria projeta colheita de 4,2 milhões de toneladas da pluma; a partir de segunda-feira, expedição técnica validará estimativa

BNDES aprova crédito de R$ 150 milhões para o Grupo Cerradinho

Recursos serão destinados a inovação, modernização e expansão da produção de biocombustíveis em plantas de Goiás e Mato Grosso do Sul

CPR se consolida como o principal instrumento de captação de crédito rural no país

Segundo o Ministério da Agricultura, dos R$ 477,2 bi usados pela agricultura empresarial no âmbito do Plano Safra 2025/26, fatia da CPR foi de 43%

NPagro Cast: O novo modelo de manejo de solo da Tereos

O executivo José Olavo Vendramimi detalha o projeto da empresa no Brasil

Resenha NPagro: As dúvidas sobre a MP do endividamento, com Ruy Toledo Piza

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Indústria

Faturamento da C.Vale caiu 10% em 2024, mas sobras aumentaram 25%

Receita da cooperativa paranaense alcançou R$ 22 bilhões, prejudicada por grãos